Kung-Pow - O mestre da kung-fu-são
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Nota: 5
Ano: 2002
Ator
1: Steve Oedekerk
Ator
2: Fei Lung
Diretor:
Steve Oedekerk
Oscar:
Por Deus!!! Nenhum!!
Se enquadra
nas seguintes categorias: Sessão
da tarde; O principal é imbatível; Desculpinhas para criar cenas de luta;
Vendetta; Besteirol.
Comentário:
Assim como é necessário estômago para se ver um filme de terror, não sendo
recomendável filmes aterrorizantes para quem não gosta do gênero, temos que o
estilo “besteirol” também não é recomendado para qualquer tipo de pessoa.
Quando eu digo “besteirol”, eu não estou me referindo àquele filme com enredo recheado
de piadinhas que garantem a diversão da família. Estou falando daquela película
que não tem qualquer objetivo de fazer uma história decente, tendo como único
objetivo acumular o maior tipo de baboseiras possíveis em um pseudo-roteiro,
desprovido de qualquer sentido relevante. De fato, não é qualquer um que
suporta babaquices contínuas por mais de uma hora. Entretanto, há aqueles seres
de espírito mais elevado e uma leveza em seu interior que simplesmente não
conseguem parar de rir com as constantes idiotices esfregadas na tela (não são
poucos e eu, vergonhosamente, me incluo nesta vibe), de modo que este gênero sempre tem seu público
cativo para o contemplar.
“Kung-Pow”
é a definição precisa de um filme besteirol. Basicamente, o diretor/ator
principal/produtor do filme é um lunático que decidiu pegar um dos clássicos filmes
de kung-fu (Savage Killers, de 1977) e resolveu literalmente apagar o
personagem principal e incluir a si próprio como protagonista do
filme. Na obra, o diretor resolve redublar todos os personagens e modifica toda
a história original para fazer uma grande comédia escrachada por cima. É algo
parecido com as famosas dublagens feitas por Hermes e Renato no programa da MTV
ou do “Bateman e a feira da fruta”, famoso vídeo da internet, com o acréscimo
de elementos de uma produção cinematográfica.
Não
são poucas as boas sacadas do filme, o qual satiriza os notórios erros dos filmes
de kung-fu produzidos nos anos 70, especialmente quanto aos erros de
continuidade, e a singular bizarrice dos filmes deste gênero.
Entretanto,
se a ideia é “genial” em um primeiro momento, extremamente divertida e garantia
certa de risadas, deve-se admitir que 90 minutos desta besteira torna-se
cansativo (ou até mesmo um martírio para os menos espirituosos). É evidente que
o diretor tenta inovar no meio do filme, incluindo novos elementos para tentar
variar o estilo das piadas, mas, no fim, fica tudo muito preso ao conceito
inicial. Portanto, 10 minutos da obra, 20 minutos ou o filme inteiro, tem a
mesma validade para o público, ainda mais quando o filme não tem a menor
pretensão de ser um roteiro sério.
É,
portanto, o pano de fundo ideal para um encontro de jovens amigos com cerveja,
muito papo, e pouca atenção para o que acontece na TV; gerará algumas risadas
em determinados momentos, mas não limitará o evento (isto se o seu grupo for
extrovertido... será realmente vergonhoso colocar este filme para um pessoal
mais retraído).
Por
fim, assistí-lo sozinho é uma opção não recomendável para muitos, pois,
gostando ou não da obra, não há como negar o elevado grau de paspalhice de quem
está sozinho, na frente da TV, assistindo a um bobalhão lutar kung-fu com uma
vaca (sim, ele faz isso no filme).
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