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X-men - O confronto final


Nota: 6
Ano: 2006
Ator 1: Famke Janssen
Ator 2: Hugh Jackman
Diretor: Brett Ratner
Oscar: Não concorreu.
Se enquadra nas seguintes categorias: O principal é imbatível; Desculpa para mostrar o quanto a/o principal é sarado/a; Desculpinhas para criar cenas de luta; Origem em video-games/quadrinhos; Ação sem fôlego.
Comentário: Este é o terceiro filme da trilogia dos mutantes. Após esta obra, os produtores abandonaram a linha temporal da saga e fizeram filmes voltados ao passado destes super-heróis da Marvel, com os filmes “Primeira classe” e “Origens: Wolverine”. Toda obra que põe fim a uma trilogia de sucesso tenta surpreender seus fãs, com mortes repentinas de personagens consagrados e quebra dos parâmetros estabelecidos pelos filmes anteriores, esta película não tenta fazer diferente.
A mudança começa desde o seu comandante, já que Bryan Singer, diretor das duas edições anteriores, é substituído por Brett Ratner (diretor da série “Prison Break”). Mas não para por aí! Alguns personagens de destaque são deixados um pouco de lado neste roteiro e, ainda, o filme tenta introduzir o maior número de personagens esquecidos anteriormente (como os X-men originais Fera e Anjo, Madrox, Fanático, Lince Negra, entre outros).
O novo filme apresenta o dilema dos humanos e mutantes em face da descoberta de uma “cura” para o gene X. Esta “cura”, em forma de vacina, é capaz de suprimir o gene e transformar mutantes em humanos comuns. As polêmicas decorrentes dela podem ser resumidas em dois questionamentos: Do lado dos humanos, cabe perguntar se a vacina será obrigatória ou apenas uma alternativa para os portadores do gene X; do lado dos mutantes, fica a pergunta se a vacina é realmente uma “cura” ou uma simples fuga do dom especial que cada um possui (já que os poderes podem ser encarados como uma dádiva e, ao mesmo tempo, um fardo). Não bastando, obviamente os mutantes mais radicais, liderados por Magneto, possuem a certeza de que esta vacina é uma séria ameaça à existência dos mutantes, e vão a todo custo tentar destruí-la. No meio disso tudo, temos, ainda, o surgimento da entidade Fênix, uma entidade prematura, raivosa e destrutiva que toma a personalidade de Jean Grey (Famke Janssen), a telepáta e telecinética mais poderosa do mundo, que, de forma impetuosa e irracional, sai destruindo tudo a sua frente.
O filme, em primeiro momento, parece ser a consagração da saga, com ótimos conflitos, ótimos efeitos e batalhas muito bem feitas (a fuga da Lince Negra do Fanático é muito bacana, o homem-de-gelo surgindo com todos os seus poderes é algo divertido, as mortes de personagens importantes são instigantes e o conflito em forma de batalha campal entre todos os mutunas parece ser um clímax adequado). Contudo, não é preciso muito esforço para identificar sérias críticas à obra (Wolverine, um personagem visceral, cada vez mais se torna um pseudo-galã comportado; o personagem Ciclope é simplesmente ignorado! Como o líder dos X-mens pode ter sua ausência encarada com tanta indiferença?; os novos vilões não possuem personalidade alguma, são simplesmente poderes sem qualquer cabeça pensante, o que é uma pena, já que nos quadrinhos são ótimos personagens, dignos de roteiros próprios e com grande potencial para cativar o público em geral; duas grandes histórias juntas em um mesmo filme, Fênix e a cura, transformou tudo em uma grande massaroca, achei que a Fênix como trama secundária foi um desperdício! O assunto merecia um filme próprio; e, por fim, lamento que não tenham feito um filme final tendo como vilão Apocalipse, o maior vilão dos X-mens, capaz de unir Magneto e a turma de Xavier, não terem contado esta história foi uma frustração para todos os fãs de Wolverine e cia.)
A fotografia não é ruim, os efeitos especiais é a locomotiva do filme, mas o roteiro, as interpretações e os diálogos são incapazes de emocionar o público (mesmo havendo mortes e conflitos que possuíam um grande potencial para cenas dramáticas). Eis, portanto, a fórmula célebre para um filme pipoca, capaz de divertir um público ansioso por algumas cenas de ação, mas com características que podem produzir caretas nos amantes de filmes mais profundos.
Entre tantos erros e acertos, o filme ganha sua nota 6, uma conclusão não ofensiva à saga de sucesso, mas completamente dispensável para quem já não vibrou com as obras anteriores.