Psicose
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Nota: 7
Ano: 1960
Ator 1: Janet Leigh
Ator 2: Anthony Perkins
Diretor: Alfred Hitchcock
Oscar: Concorreu a 4 prêmios e
não levou nenhum.
Se enquadra nas seguintes categorias: O quê????; Vale pela
trilha sonora; Suspense psicológico; Alternativo; Manual de como virar um
psicopata.
Comentário: É curioso observar
que o nome de Hitchcock seja conhecido por todos como o mestre do suspense, mas
concluir que não é fácil encontrar jovens que assistiram os filmes produzidos
pelo renomado diretor. Eu mesmo, que assisto filmes com uma frequência acima da
média, só fui assistir um obra dele no ano passado (aproveitei e vi cinco filmes
em um curto período de tempo). Sinceramente, a genialidade do diretor é patente
em cada elemento dos seus filmes, e o seu mérito como mestre do suspense não é
excessivo, especialmente levando em conta o período em que o cineasta autou.
Todavia, são poucos os filmes do autor que eu classificaria como imperdíveis
para um telespectador da atualidade (estou falando das pessoas que não assistem
filmes com frequência. Obviamente é dever moral de um cinéfilo ver a obra
dele); “Um corpo que cai”, “Os pássaros” e “Janela Indiscreta” são bem legais,
mas envelheceram e hoje não causam as impressões de outrora. Entretanto, “psicose”
mantém seu tom inovador e o roteiro diferenciado até os dias de hoje, sendo uma
obra que atrairia até o público que não costuma se entreter com filmes antigos.
Por isso, se tem um filme do diretor que deve ser visto, na minha opinião é
este aqui!
Contudo, devo alertar aos não
adeptos de filmes à moda antiga que é necessário um pouco de paciência. Isso
porque o filme é claramente dividido em duas partes: Na primeira parte, o filme
se assemelha a todos os filmes do período entre os anos 50 e 60, contando a
história de uma mulher carismática (Janet Leigh) que decide tentar a sorte e
mudar a vida, furtando sua firma e fugindo para um mundo novo. Trata-se, na
verdade, de uma manobra genial do diretor que, em um momeno instantâneo,
surpreende o espectador, que imagina estar vendo um gênero de filme (banal já
na época) e passa a assistir uma obra completamente diferente (inovador e
intrigante). Aliás, nunca vi algo parecido no cinema, a reviravolta é tamanha
que o filme pode praticamente ser dividido em dois. Não sei se eu consegui ser
claro, mas imagine um filme romântico em que a mocinha apaixonada, do nada, se
transforma em um agente secreto da União Soviética e o mocinho vira o 007 e
ambos saem trocando tiros...é mais ou menos algo parecido (só que de forma
plausível e não tosca).
Pena que esta grande reviravolta
do filme consista justamente na cena mais famosa de Hitchcock (e talvez a cena
mais famora do cinema), e, por isso, a supresa hoje em dia não seja tão grande,
já que é muito difícil alguém não ter assistido o específico momento do “turn
over” em algum programa de televisão que falasse sobre cinema ou em algum filme
de comédia que insista na piada chavão de imitar tal encenação. Tinha realmente
vontade de ter assistido a obra quando a cena era desconhecida... acho que eu ia
amar 3 vezes mais.
O final do filme é outro ponto
alto da obra, momento em que é demonstrada a genialidade do ator Anthony
Perkins (que me parece idêntico ao jogador Paulo Henrique Ganso). De fato, o
frissom causado pelo final e a atuação de Perkins como Norman Bates resultaram
na filmagem de várias sequências da história, sem o mesmo êxito cinematográfico
do original.
A trilha sonora ganha relevância
pela simples “música” de suspense, reproduzida incessantemente ao redor do
globo (iiii...iiii..iiii.iii.... AHHHHHH!).
Enfim, não entrará no seu rol de
melhores filmes já vistos (embora seja um dos melhores de sua década, se não
for o melhor), mas te convencerá de que Hitchcock é, definitivamente, um deus
do suspense.
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