Exibir Cartazes

A origem


Nota: 8
Ano: 2010
Ator 1: Leonardo DiCaprio
Ator 2: Ellen Page
Diretor: Christopher Nolan
Oscar: Concorreu a 8 estatuetas e ganhou 4.
Se enquadra nas seguintes categorias: O quê????; Ação sem fôlego.
Comentário: O diretor Christopher Nolan é o rei Midas da nova geração do cinema, já que todos os filmes que ele fez nos últimos tempos resultaram em sucesso de bilheteria e de críticas. Enquanto todos esperavam que ele concentrasse todas as suas forças dos últimos anos na direção da elogiosa trilogia de Batman, ele usou o intervalo dos filmes do homem-morcego para surpreender o mundo com o filme “A origem”.
É fato notório que os avanços tecnológicos possibilitam aos profissionais do cinema a criação de peças antes inimagináveis, em que o limite para a produção de um roteiro não está mais no que se é possível reproduzir em um “set” de filmagem, tendo limitação exclusiva na capacidade de imaginação humana. No entanto, é verdade também que muitos filmes da atualidade ficam amarrados à vontade de uso da tecnologia, tornando o roteiro pobre ou com poucos recursos que escapam do temido status de “clichê”.
É neste contexto que o filme de Nolan destoou do restante e arrancou aplausos de todos no ano de 2010 (não consigo deixar de ver este filme como um próximo passo na evolução cinematográfica introduzida pelo filme Matrix). O roteiro desta obra é de uma excelência impressionante, possuindo a exata quantidade necessária de drama, tensão, suspense e diversão necessárias em uma obra deste gênero.
Mas não é só! O principal ingrediente diferenciador do filme é o mundo criado pelo autor da obra. De fato, o mundo criado nesta obra é complexo, instigante e garantidor da atenção de todos desde o primeiro minuto do filme.  Este universo envolvente é baseado em um fenômeno comportamental que ainda não foi suficientemente explicado pela ciência: o sonho.
Você já teve a estranha impressão de que flutuava enquanto dormia? Já foi interrompido no meio de um sonho com a estranha sensação de que estava caíndo? Estas e diversas outras impressões das quais somos vítimas durante nosso descanso transformam-se, nesta película, em técnicas utilizadas por “detetives” responsáveis por obter informações secretas escondidas em nosso subconsciente enquanto dormimos. Assim, a sensação de queda é utilizada como meio de fuga do “invasor” do seu sonho, que, para não ser pego ou descoberto, simplesmente é derrubado e acorda. Pareceu confuso? Garanto que esta e outras técnicas serão explicadas de forma competente e satisfatória durante a obra, e ainda sem cansar o telespectador.
De qualquer forma, o filme conta a história de Cobb (Leornado DiCaprio), um dos melhores detetives “extratores” de informações de sonhos. Ele e sua equipe são contratados para fazer uma extração de grande dificuldade em um homem que teve seu subconsciente treinado para não ceder informações enquanto dorme (Putz!  É impressionante como o filme parece ser bobo ao ser resumido! Juro que ele é bem mais divertido do que parece).
O roteiro é divido em três etapas: A primeira em que este complexo mundo é explicado de forma instigante e satisfatória; a segunda em que os conflitos internos de cada personagem são apresentados enquanto é realizada a preparação do plano; e, por último, a maior parte do filme conta a execução do plano. Esta última parte é uma sequência de ação de nível altíssimo, prepare-se para ficar apertado querendo ir no banheiro, porque você será incapaz de desgrudar os olhos da tela.
Para completar, o filme não só é protagonizado por Leonardo Dicaprio, um dos melhores atores da atualidade, como também possui um elenco recheado das maiores promessas de atores que estão ganhando evidência nos últimos tempos (eu, particularmente, aposto muito na capacidade de Ellen Page e Joseph Gordon-Levitt). Não bastanto, ainda contém a sempre agradável atuação de Ken Watanabe, que deveria ter tido a oportunidade de fazer mais filmes de alto nível em sua carreira.
Concluindo, é o típico filme que dá às pessoas a certeza de que cinema é um dos melhores prazeres disponíveis aos humanos. O público tem uma diversão garantia e ainda leva de brinde várias reflexões sobre os mistérios não revelados sobre outro prazer da nossa vida: Dormir e sonhar.
Por fim,, fica a pergunta para quem assistiu: Ele acabou dormindo ou acordado?