O grito
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Nota: 5
Ano: 2004
Ator 1: Sarah Michelle Gellar
Ator 2: Ryo Ishibashi
Diretor: Sam Raimi
Oscar: Não concorreu.
Também se enquadra nas seguintes
categorias: Terror sanguinário; Suspense psicológico; O objetivo é chocar;
Comentário: A versão americana de
“O grito” é inspirada no filme japonês de mesmo nome. Não assisti a versão
japonesa, mas afirmam que esta é melhor do que a americana. Portanto, fica a
dica, façam o contrário do que fiz e assistam a versão nipônica.
Trata-se de típico filme de
terror, no qual há um mistério sobrenatural em um local que resulta na morte
sangrenta de diversas pessoas e tudo indica que a protagonista será a próxima
vítima.
No caso, a protagonista é Sarah
Michelle Gellar, que interpreta uma mulher que se mudou para o Japão e trabalha
como “cuidadora” (cuida de pessoas incapacitadas, alimentando, aplicando
remédios, dando banho, etc.) em uma empresa. Por azar, ela é designada para
trabalhar em uma casa na qual o banho de sangue vai ocorrer.
As técnicas do filme são as mais
batidas possíveis do gênero: Suspense com música de terror, seguido de um
clímax em que se aguarda um ataque sanguinário. Por algumas vezes o ataque não
ocorre e, na hora que o telespectador relaxa, o susto ocorre.
Embora o modelo seja batido, há
diversos elementos que influenciam na boa ou má qualidade da obra: (I) A boa
atuação da protagonista (é o elemento mais irrelevante, as protagonistas neste
tipo de filme costumam atuar sempre da mesma forma); (II) A boa atuação/caracterização
da pessoa/espírito assassino; (III) Os efeitos especiais; (IV) As qualidades do
susto; (V) O deslinde do mistério, revelando onde se originou as mortes
envolvidas na trama.
No caso, a atuação da
protagonista é insossa (como quase sempre é); os “assassinos” estão bem
caracterizados e são um ponto atrativo do filme; os efeitos especiais são
satisfatórios na maior parte do tempo e entendo que a qualidade dos sustos é
medíocre.
Todavia, a maior crítica do filme
está no desvendar do mistério, que é originalmente apresentado de forma bem
intrigante, mas se revela algo bem besta, chegando a ser decepcionante. De
fato, não há um motivo especial para aquele inferno acontecer especificamente
naquela casa, poderia acontecer em qualquer local e de forma aleatória.
Acredite, a ausência de algo extraordinário torna o filme pouco atrativo, e a
tensão inicial é substituída por uma conclusão de que o filme é bem bobinho.
Apesar das falhas apontadas, a
obra ganha uma sequência (uma trilogia!), apenas pela tradicional mania de
fazer continuidades de filmes bestas de terror.
Portanto, “O grito” é um simples
passatempo, nada recomendável para quem não gosta do gênero terror, mas que é
ideal para aquelas famosas e saudosas reuniões de meninos e meninas entre 11 e
14 anos para uma sessão de cinema entre amigos.
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