Exibir Cartazes

Hook - A volta do Capitão Gancho


Nota: 7
Ano: 1991
Ator 1: Robin Willians
Ator 2: Charlie Korsmo
Diretor: Steven Spielberg
Oscar: Concorreu a 4 estatuetas e não levou nenhuma.
Também se enquadra nas seguintes categorias: Sessão da tarde; Infantojuvenil; Escapista.
Comentário: Alguns filmes são tão mágicos que são altamente recomendáveis para todas as crianças e guardam o carinho de todos os adultos. O filme “Hook” é a típica obra que fica esquecida no canto da memória de todos, mas ao ser lembrado gera uma sensação imediata de alegria e saudosismo.
Trata-se de uma hábil inovação dos contos de fadas! Antes deste filme, as demais obras cinematográficas simplesmente recontavam ou adaptavam os lendários contos já transmitidos pelas leituras de livros infantis antes da hora de dormir ou pela voz sábia de alguma vovó. Esta película faz diferente, partindo do pressuposto que todos conhecem o roteiro até o “felizes para a sempre” e mostrando o futuro dos integrantes do conto de fadas.
No caso, Peter Pan cresceu! Não se sabe como, mas ele cresceu. Pior ainda, se tornou tudo aquilo que mais temia: um adulto sem imaginação! Peter (Robin Willians) não guarda recordações de suas aventuras na terra do nunca e apenas deseja que seus filhos cresçam e tornem-se profissionais de sucesso.
Todavia, o Capitão Gancho (Dustin Hoffman – aliás, incrível a maquiagem, demorei anos para reconhecer Dustin neste papel maravilhoso) pretende se vingar e ameaça tomar o filho primogênito de Pan (Charlie Korsmo) para si. Com ajuda de Sininho (Julia Roberts), resta a Pan retornar para o mundo de magia e salvar sua prole.
Na verdade, é possível observar que o filme não se limita a relatar um resgate de inocentes. De fato, a essência do roteiro está no próprio resgate do espírito infantil do protagonista e, por consequência, de sua alegria de viver.
O roteiro consegue guardar toda a exigente magia necessária para se tornar um conto fantástico e cativante, graças às atuações graciosas de Willians, Hoffman e Roberts. O cenário é belo e fantasioso, parecendo que foi extraído da imaginação infinita de uma criança, repleto de cores movimentos e deslumbre. Enfim, tudo é um complemento para atingir o objetivo que a obra se propõe; méritos para o monstro de direção que é Steven Spielberg.
Enfim, é um filme emocionantemente adorável e muito indicado para a criançada pré-adolescente. Pena que somos todos Pans crescidos e a obra insista em ficar guardada na zona de esquecimento de nossas cabeças adultas e entediantes.