Moonwalker
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Nota: 3
Ano: 1988
Ator 1: Michael Jackson
Ator 2: Joe Pesci
Diretor: Jerry Kramer/ Jim Blashfield/ Colin
Chilvers
Oscar: Não concorreu
Se enquadra nas seguintes
categorias: Sessão da tarde; O principal é imbatível; Vale pela trilha sonora;
Musical.
Comentário: Michael Jackson é o
melhor artista de todos os tempos! Sou fã incondicional e sempre tenho umas 4
ou 5 músicas do rei do pop nos meus tocadores de mp3. A habilidade do artista
em fazer videoclipes épicos é inegável, sendo que ele foi o criador dos clipes
que contam histórias, como se fossem verdadeiros filmes (até então os artistas
simplesmente cantavam para a câmera com um fundo de tela bonito).
Mas Michael resolveu ir além, e
resolveu fazer o filme “Moonwalker”, um longa-metragem em que sua trama é
dividida em vários “clipe-histórias” das novas músicas do protagonista. Com o
sucesso dele nos anos 90, era um projeto com sucesso garantido!
Os primeiros 15 minutos do filme
adotam o formato de um documentário, revelando com breves falas e muita música
a vida artista de Michael até então. Assistindo este trecho não há quem não
admita que Jackson é um fenômeno impressionante.
Passada a parte do documentário,
começa o “filme”. É inegável que todos os clipes são de qualidade
impressionante (o clipe de Michael e os mafiosos em “Smooth Criminal está na
trama, assim como uma versão de “Bad” interpretada por crianças). Todavia,
deve-se admitir que o enredo é sofrível. Aliás, não apenas sofrível, deve-se
concluir que o roteiro não deveria existir, isto é, a qualidade da obra seria
muito melhor se simplesmente fossem transmitidos os clipes nela contidos.
Não vou contar nada relevante
para o filme, mas acompanhe comigo: A “história” começa com Michael fugindo de
fãs enloquecidos e paparazzis, mas isso não é relevante. Depois ele se encontra
com algumas crianças e começa a brincar (aqui os telespectadores fazem
piadinhas maldosas) e eles acabam entrando em uma caverna sinistra. Na caverna
sinistra eles encontram o antagonista (Joe Pesci), que ao descobrir que está
sendo observado começa uma perseguição para matar Michael no intuito de que
seus planos não sejam revelados. Detalhe: Não existe plano algum! Pelo que é
possível entender, o grande plano do bandido é muito mau! O que é?? Não sei. O
filme nem tenta explicar. Para completar o brilhantismo do roteiro, Michael
Jackson, para escapar de seu malfeitor, se transforma em um carro e em um robô
sem que exista nenhuma explicação para isso.
Agora, a tosquice do roteiro
aliada aos clipes de perfeita qualidade resultam na mistura perfeita para que a
película seja extremamente recomendável para um encontro de amigos: Ninguém
precisa prestar atenção no filme, os clipes vão ser aprovados por todos e de
quebra é possível rir muito com as tosquices sem sentido do roteiro. Michael é
tão gênio que a sua maior tosquice não deixa de ser altamente apreciável em
momentos adequados!
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