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Jamaica abaixo de zero


Nota: 7
Ano: 1993
Ator 1: Leon Robinson
Ator 2: John Candy
Diretor: Jon Turteltaub
Oscar: Não concorreu
Se enquadra nas seguintes categorias: Sessão da tarde; Esporte; Baseado em fatos reais; Persevere que tudo vai dar certo.
Comentário: Eu considero a Jamaica o país que possui a imagem mais simpática deste mundo! Na minha enorme ignorância, já que não tenho conhecimento dos problemas do povo jamaicano e nunca visitei o país (o que pretendo corrigir um dia), sempre simpatizei com os poucos jamaicanos que conheci, que sempre demonstraram uma felicidade ingênua e uma vontade de viver invejável para todo o resto do mundo. Ademais, a nação ainda teve o privilégio de ser o berço das eternas músicas sobre amor incondicionado de Bob Marley. Portanto, o clima de alegria e simpatia do filme não poderia ser reproduzido em ambiente melhor do que a ilha jamaicana.
O filme conta a história de Derice Bannock (Leon Robinson) e seus amigos, que realizaram o sonho de ir para as olimpíadas. De fato, é sabido que a Jamaica tem o atletismo como seu principal esporte, sendo um berço de campeões dos 100 metros rasos (Usain Bolt e Asafa Powell são testemunhas), e lá, assim como o Brasil no futebol, toda pobre criança sonha em fazer sucesso no esporte.
Todavia, por um acidente, Derice e mais dois ótimos corredores vêem o sonho de participar das competições de atletismo nas olimpíadas ir por água abaixo. A solução para manter o sonho vivo é inusitada: Que tal criarmos uma equipe para participar das competições de trenó nas olimpíadas de inverno? A situação é engraçada não só pelo fato de os jamaicanos nunca terem tido contato com a neve e com os esportes de inverno, mas também pelo fato de que o país não tem a mínima estrutura necessária para que os jamaicanos sequer tenham chance de praticar o esporte de brincadeira, imagina visando a participação em olimpíadas.
Quem lembra de ver o filme na “Sessão da tarde” pode ter uma longíqua lembrança distorcida de um filme bobinho e tosco, mas assisti-lo agora poderá causar gratas supresas. O filme, de fato, é leve e divertido, mas não deixa de possuir uma qualidade cinematográfica louvável e um roteiro repleto de elogios. Cada personagem possui a personalidade muito bem retratada na trama, com os conflitos pessoas evidentes e muito bem trabalhados ao longo da obra (tal trunfo não é alcançado por muitos filmes reverenciados por público e mídia). Não bastando, todos os elementos da película são carismáticos e atraem a atenção de qualquer um que zappeando canais, acabe assitindo alguns segundos do filme.
A atuação dos membros da equipe de trenó está no ponto certo: Lotada de alegria, perseverança, ingenuidade e carisma. John Candy está em seu melhor papel como o treinador mal-humorado e assombrado por seu passado. A fotografia é acrescentada das cores alegres e imagens simples que todo clássico da sessão da tarde exige. A trilha sonora regada à reaggae dá o tom de toda a história. Enfim, há pouca coisa para ser criticada na obra.
Ao final, a primeira reação do telespectador é achar o filme engraçadinho, falar que é um ótimo passatempo, mas que a história é um tanto forçada e não deve ser levada a sério. Daí vem a grata surpresa de que a história é baseada em fatos reais, e que quatro malucos realmente fizeram o que o filme retrata. E ficamos felizes por saber que a vida é capaz de ser palco de situações tão inspiradoras, felizes e cheias de aplausos como a leve história de “Jamaica abaixo de zero”.
Um filme “baseado em fatos reais” que conta uma tragédia já possui uma qualidade diferenciada; uma história real que tem um final feliz então...deve sempre ser aplaudida e prestigiada por todos!