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Olga




Nota: 5

Ano: 2004
Ator 1: Camila Morgado
Ator 2: Caco Ciocler 
Diretor: Jayme Monjardim
Oscar: Não concorreu.
Também se enquadra nas seguintes categorias: O mundo é uma merda; Mela cueca; Relacionado à história; Persevere que tudo vai dar certo.
Comentário: Olga Benario está, com toda certeza, na lista dos ilustres estrangeiros que mais marcaram a história brasileira. A história da combatente mulher de Prestes é um símbolo de idealismo, sofrimento e força. Para quem não conhece, Olga veio para o Brasil para ajudar na tentativa de revolução liderada por Prestes para instituição do comunismo, mas foi posteriormente capturada pelo governo e entregue por Vargas à Hitler (ela era judia) quando estava grávida, parindo no meio dos campos de concentração e amamentando sua filha em meio a trabalhos forçados (ela deve ter revirado no túmulo com o futuro político de seu marido).
Nessa ordem de ideias, é evidente que um filme homenageando sua história é super bem vindo, já que o roteiro possui drama suficiente até para uma trilogia. O cinema brasileiro, empolgado com sua sensível melhora dos últimos anos, investiu pesado no filme! Caracterização fidedigna; história interessante; marketing de alto nível; uma mensagem para o mundo rara nas histórias reais; típica demonização do nazismo; idealismo sempre cativante dos comunistas; um filme arrasa-quarteirão garantido né? Dessa vez o Oscar vem para nossa querida pátria!
Que decepção! Embora o filme tenha seu mérito, pois representou uma grande melhora nos incentivos do mundo cinematográfico brasileiro, por vezes me pergunto se o desapontamento com seu insucesso não resultou em uma inibição de alguns investidores futuros.
Li o livro que inspirou a obra, que visava muito mais ser um relato histórico do que um romance. Obviamente, a adaptação para o cinema deveria ser substancial, para cativar e prender a atenção do público. Todavia, este trabalho não foi feito. O filme é muito chato! Lento! Daqueles que o público não tem coragem de odiar, mas que todo mundo fica feliz quando ele acaba, gerando preguiça de assisti-lo novamente. Grande falha do roteirista e da direção (como deixar a história de Olga Benário chata? Falha imperdoável!).
Caco Ciocler, em minha opinião, fez um Prestes fraco, não possuindo carisma suficiente para ser o líder de sua famosa coluna ou das suas demais conquistas, não convence ninguém! Camila Morgado é admirada por grande parte da crítica. Vou ser um pouco pesado, mas acho-a forçada, mecânica! Sinto-me assistindo malhação ou carrossel quando a assisto. A trilha sonora não ajuda, passando imperceptível aos ouvidos. A fotografia, por sua vez, não é ruim, um dos pontos mais elogiáveis da obra (aliás, a atenção com a fotografia é a receita para melhorar nossa atual produção cinematográfica).
Resumindo: Se você se interessa pela história brasileira e quer incentivar o cinema nacional, este filme é recomendado. Se você gosta de bons filmes e não tem paciência com obras longas que não cativam, este filme será uma tormenta. Se você assiste filmes depois de um dia cheio de trabalho e gosta de dar umas pescadas, pode fazer isso à vontade que não compromete o entendimento. Uma decepção pela expectativa criada, mas uma lição ao novo estilo de fazer cinema do Brasil, que possui muito potencial e ainda será um dos melhores do mundo.