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Matrix



Nota: 8
Ano: 1999
Diretor: Andy Wachowski/ Larry Wachowski
Ator 1: Keanu Reeves
Ator 2: Laurence Fishburne
Oscar: Concorreu a 4 oscars, levou todos.
Também se enquadra nas seguintes categorias: O mundo é uma merda; Mão na consciência; Vale pela trilha sonora; Frases de efeito; Persevere que tudo vai dar certo.
Comentário: É muito difícil falar deste filme sem levar em conta as suas continuações (Matrix reloaded e Matrix revolutions). De fato, a qualidade do primeiro filme é muito superior, mas nele se cria mistérios e indagações nos telespectadores que serão respondidos apenas no restante da trilogia (de forma insatisfatória, para muitos). Por isso, a classificação dele é diretamente influenciada pela descontinuidade da genialidade do roteiro da primeira obra. Acho que eu daria nota 9 para ele se eu conseguisse me isentar totalmente das continuações. De qualquer forma, é o filme revolucionário que mudou a forma de se fazer filmes de ação no cinema contemporâneo. As gravações das cenas de lutas, com as pausas e mudanças de ângulo, a desaceleração do tempo e a desobediência às leis da física, resultaram na expansão dos limites dos cineastas e possibilitaram que muitas obras seguindo tal descoberta pudessem alcançar outra qualidade de filmagem. Não bastando, o mundo criado nesta obra é o mais interessante, cativante e surpreendentemente inspirador para a era da internet. As críticas bem fundamentadas de nossos antepassados de que o fácil acesso à tecnologia e aos incentivos sensoriais inibia a imaginação humana caíram por terra em face deste roteiro. O mundo de matrix não deve nada ao mundo de Alice no País das Maravilhas (homenageado em Matrix), de Senhor dos Anéis (sim, a história de Senhor dos Anéis não é recente, foi escrito entre 1937 e 1949) ou de outros mundos criados antes da era da informação. Doravante, o appeal tecnológico torna tudo mais interessante e palpável, não existindo poucos mais influenciáveis que se impressionaram e realmente se questionaram se viviam no mundo de matrix (bobeira eu sei....será?). Segundo o filme, o mundo em que vivemos é de mentirinha, só existindo nas nossas mentes que estão plugadas em uma rede virtual (tipo a internet mesmo) denominada Matrix. Na verdade, vivemos todos incubados em uma plantação humana cultivada por máquinas que dominaram o mundo e apenas nos usam como fonte de energia. Algumas pessoas conseguiram sair deste transe virtual e começaram uma resistência perante estas máquinas, desejando voltar a viver em liberdade no mundo real. O roteiro começa quando mais uma dessas pessoas é libertada, um homem conhecido como Neo (Keanu Reeves), sob a expectativa messiânica de todos os humanos acordados de que ele seria o escolhido, dotado de poderes excepcionais, que lideraria a vitória dos humanos. A história parece um pouco com a do Exterminador do Futuro? Talvez a rebelião das máquinas seja inspirada no filme do Arnold, mas Matrix, pelas possibilidades infinitas, fotografia perfeita e uma trilha sonora invejável supera e muito esta fonte original de inspiração. A interpretação de Keanu Reeves e seus colegas é bacana, pois obedece a temática pomposa quase arrogante que dá a linha do filme. Mas, sei que vou ser execrado por dizer isso, talvez tal conduta de frieza e pouco sofrimento dos personagens seja minha única critica ao filme. O telespectador irá curtir e vibrar com cada cena antológica do filme! Todavia, não vai se emocionar, não vai sofrer ou se surpreender. O filme é perfeitamente executado, quase mecânico, de modo que a emoção possui uma constante alta, mas um clímax baixo. Haverá, com toda certeza, aqueles que não se divertirão com um filme tão adepto da ficção como este, mas vai demorar alguns anos para vermos algo tão inovador, tão cativante ou tão tecnologicamente divertido como Matrix nas telinhas.