O exorcista
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Nota: 8
Ano: 1973
Diretor: William Friedkin
Ator 1: Jason Miller
Ator 2: Ellen Burstyn
Oscar: Concorreu a 10 Oscars e levou 2.
Também se enquadra nas seguintes categorias: Suspense psicológico; Frases de efeito; Alternativo; Alegoria de religião.
Comentário: É um dos maiores expoentes da história do cinema! Com efeito, são poucos os filmes que possuem um maior número de cenas lembradas pelos espectadores diariamente, ou, ainda, que sejam mais frequentemente homenageados por outros diretores em filmes diversos (só consigo pensar em “O poderoso chefão”). Não se olvide de que este pode ser considerado o maior filme de terror de todos os tempos (isto para aqueles que consideram este filme integrante do gênero “terror”, o que é meu caso). A trama objetiva retratar, como obviamente diz o nome, um exorcismo realizado pela igreja católica. Em verdade, como o próprio protagonista do filme afirma em determinado momento, a igreja católica não faz alarde ou propaganda sobre os exorcismos realizados por ela, mas oficialmente admite que já existiram alguns rituais deste tipo realizados por seus agentes em decorrência de alguém ou algo ter sido possuído por um dos demônios do inferno. No caso desta obra, não se trata do exorcismo de um demônio ordinário, mas de um que se autoproclama o Lúcifer em pessoa. Não estou aqui para julgar a existência ou não de exorcismos no mundo ou de questionar as crenças de uma religião tão popular como o catolicismo, mas é fato que este filme gerou grande comoção em parte da população, que renovou o sentimento de temor de que pudessem ser possuídos por seres maléficos e que reforçou a crença de que o procedimento de exorcismo é realizado diversas vezes no mundo nos moldes descritos pelo filme. Todavia, me parece que o diretor apenas objetivava fazer um ótimo filme de ficção baseado nos relatos históricos religiosos, meta esta alcançada com louvor. A trama é genial pela perfeita graduação do “endemoniamento” de uma doce garota, sendo a transformação realizada de forma nada apressada, com um timing exemplar, de modo que os maiores atos do demônio (como virar a cabeça em 360 graus, masturbar-se com um crucifixo, ou vomitar litros de gosma verde) não parecessem forçados ou causassem mais riso no público do que repugnância. Há, ainda, uma profunda trama secundária envolvendo o sentimento de culpa do padre protagonista (Jason Miller) na morte de sua mãe, o que passa a ser objeto utilizado por Satanás para desestabilizar a fé do homem de batina. A fotografia do filme é ainda recheada de mensagens subliminares, como imagens demoníacas aparecendo por toda a obra, o que garante um clima de arrepiar os cabelos que nunca foi alcançado por outra obra desde então. A atuação do elenco é completamente sombria, nos termos exigidos pelo roteiro, ganhando destaque o sofrimento e desespero da mãe que vê sua filha se tornar um demônio (Ellen Burstyn, de grande destaque na televisão americana, mas que só volta a fazer um filme de grande expressão no cinema quando atua como a simpática velhinha viciada em “Réquiem por um sonho”) e a jovem Linda Blair (Na verdade o maior destaque vai para a maquiagem e os efeitos especiais realizados por cima da atuação da pequena. A atriz, em si, não possui grande talento, sendo posteriormente apenas agraciada com papéis em filmes de romance e terror de pouca ou nenhuma expressão). O gênero terror sempre possui um gosto duvidoso, não agradando grande parcela da população, mas não se pode negar que “O exorcista” entrou pra história como a maior obra de seu gênero, causando espécies até o dia de hoje, não havendo, em minha opinião, filme moderno ou tecnológico que, até o presente momento, retire seu cinturão de maior peça de terror que tenha passado nas telinhas. E, mesmo para aqueles que não sentem medo, não deixa de ser uma ótima obra do cinema, recomendada para qualquer um que queria uma aula sobre a genialidade da fotografia simples ou de timing de evolução da trama até o seu esperado clímax.
Nota: 8
Ano: 1973
Diretor: William Friedkin
Ator 1: Jason Miller
Ator 2: Ellen Burstyn
Oscar: Concorreu a 10 Oscars e levou 2.
Também se enquadra nas seguintes categorias: Suspense psicológico; Frases de efeito; Alternativo; Alegoria de religião.
Comentário: É um dos maiores expoentes da história do cinema! Com efeito, são poucos os filmes que possuem um maior número de cenas lembradas pelos espectadores diariamente, ou, ainda, que sejam mais frequentemente homenageados por outros diretores em filmes diversos (só consigo pensar em “O poderoso chefão”). Não se olvide de que este pode ser considerado o maior filme de terror de todos os tempos (isto para aqueles que consideram este filme integrante do gênero “terror”, o que é meu caso). A trama objetiva retratar, como obviamente diz o nome, um exorcismo realizado pela igreja católica. Em verdade, como o próprio protagonista do filme afirma em determinado momento, a igreja católica não faz alarde ou propaganda sobre os exorcismos realizados por ela, mas oficialmente admite que já existiram alguns rituais deste tipo realizados por seus agentes em decorrência de alguém ou algo ter sido possuído por um dos demônios do inferno. No caso desta obra, não se trata do exorcismo de um demônio ordinário, mas de um que se autoproclama o Lúcifer em pessoa. Não estou aqui para julgar a existência ou não de exorcismos no mundo ou de questionar as crenças de uma religião tão popular como o catolicismo, mas é fato que este filme gerou grande comoção em parte da população, que renovou o sentimento de temor de que pudessem ser possuídos por seres maléficos e que reforçou a crença de que o procedimento de exorcismo é realizado diversas vezes no mundo nos moldes descritos pelo filme. Todavia, me parece que o diretor apenas objetivava fazer um ótimo filme de ficção baseado nos relatos históricos religiosos, meta esta alcançada com louvor. A trama é genial pela perfeita graduação do “endemoniamento” de uma doce garota, sendo a transformação realizada de forma nada apressada, com um timing exemplar, de modo que os maiores atos do demônio (como virar a cabeça em 360 graus, masturbar-se com um crucifixo, ou vomitar litros de gosma verde) não parecessem forçados ou causassem mais riso no público do que repugnância. Há, ainda, uma profunda trama secundária envolvendo o sentimento de culpa do padre protagonista (Jason Miller) na morte de sua mãe, o que passa a ser objeto utilizado por Satanás para desestabilizar a fé do homem de batina. A fotografia do filme é ainda recheada de mensagens subliminares, como imagens demoníacas aparecendo por toda a obra, o que garante um clima de arrepiar os cabelos que nunca foi alcançado por outra obra desde então. A atuação do elenco é completamente sombria, nos termos exigidos pelo roteiro, ganhando destaque o sofrimento e desespero da mãe que vê sua filha se tornar um demônio (Ellen Burstyn, de grande destaque na televisão americana, mas que só volta a fazer um filme de grande expressão no cinema quando atua como a simpática velhinha viciada em “Réquiem por um sonho”) e a jovem Linda Blair (Na verdade o maior destaque vai para a maquiagem e os efeitos especiais realizados por cima da atuação da pequena. A atriz, em si, não possui grande talento, sendo posteriormente apenas agraciada com papéis em filmes de romance e terror de pouca ou nenhuma expressão). O gênero terror sempre possui um gosto duvidoso, não agradando grande parcela da população, mas não se pode negar que “O exorcista” entrou pra história como a maior obra de seu gênero, causando espécies até o dia de hoje, não havendo, em minha opinião, filme moderno ou tecnológico que, até o presente momento, retire seu cinturão de maior peça de terror que tenha passado nas telinhas. E, mesmo para aqueles que não sentem medo, não deixa de ser uma ótima obra do cinema, recomendada para qualquer um que queria uma aula sobre a genialidade da fotografia simples ou de timing de evolução da trama até o seu esperado clímax.
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