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De volta para o futuro



Nota: 7
Ano: 1985
Diretor: Robert Zemeckis
Ator 1: Michael J. Fox
Ator 2: Christopher Lloyd
Oscar: Concorreu a 4 prêmios, levando uma estatueta.
Também se enquadra nas seguintes categorias: Sessão da tarde; Filmes para criança com piadas para adultos; Escapista; Persevere que tudo vai dar certo; Ação sem fôlego; 
Comentário: Quando comentei outros filmes já falei mais de uma vez que a década de 80 é, em minha opinião, superestimada pela maioria do público. De fato, a grande maioria das pessoas que converso valorizam de forma hiperbólica filmes deste período que não são tão bons assim. Provavelmente tal situação é decorrente do fato de que muitos desses filmes marcaram a infância e adolescência de muita gente. Mas acredito que a lendária trilogia de “De volta para o futuro” foge desta minha observação. Com efeito, me propus a assistir a trilogia tentando me desprover ao máximo das minhas memórias de criança (tentando não dar um sorrisão ao ver o Delorean), e não é que os filmes são bons mesmo?!! Vou tentar me limitar a falar só sobre o primeiro dos três filmes, já que os outros deverão ter seus comentários particulares feitos por mim em breve. O roteiro do “De volta para o futuro I” é amarradinho, interessante e divertidíssimo. Um jovem (Michael J. Fox) descontente com a situação de seus pais conhece um cientista maluco (Lloyd) que descobre como viajar no tempo e, sem querer, acaba mudando o passado de sua família, de modo que seu pai e sua mãe não começam o namoro que resultaria em casamento e no nascimento do próprio protagonista. Para não deixar de existir, resta ao jovem buscar um modo de seu pai e sua mãe ficarem juntos como previsto. É verdade que tema “viagem no tempo” é batidíssimo, repleto de filmes ruins; contudo, a presente obra é uma brilhante exceção, talvez só perdendo nesta categoria para o clássico “Exterminador do futuro”. Ademais, não me lembrava do volume de ação presente na obra! Rapaz.. é correria do começo ao fim, sem, entretanto, deixar cair a qualidade do roteiro e o envolvimento do telespectador com os personagens. Resumindo: é perfeito para qualquer criança hiperativa. Ainda, cabe parabenizar o diretor, o roterista e cia., pois não há quase erros de continuidade no roteiro, os quais seriam quase inevitáveis em filmes com a proposta de ir e voltar no tempo (misturar o primeiro filme com o segundo da trilogia é um passatempo de ótimos resultados). Os efeitos especiais são demais e dão um charme especial e memorável à peça (quem aqui imagina uma forma diferente de viajar no tempo que não contenha um carro em alta velocidade e um rastro de fogo no local onde passam os pneus?). A atuação dos protagonistas é ótima (embora os figurantes sejam péssimos, como a maioria dos filmes dos anos 80). Michael J. Fox é perfeito para fazer filmes juvenis de ação, por ter o tom de humor adequado (não é pastelão, mas não é sério) e um aspecto físico que ajuda a molecada a se identificar com o protagonista. Christopher Lloyd ficou pra história como o cientista Emmett Brown aqui retratado. É uma pena, porém, que este personagem marcou tanto sua carreira que talvez tenha colaborado para que ele não arrumasse muitos outros papéis de destaque (quem se lembra dele em “Um estranho no ninho” sabe que ele é um ator de qualidade). Portanto, este filme consubstancia uma bela recomendação para que os jovens pais assistam-no acompanhados de seus filhos; enquanto a criança viaja com Fox e Lloyd para o passado e o futuro descrito no filme, os pais farão uma deliciosa viagem para o próprio passado.