Exibir Cartazes

Fogo contra fogo


Nota: 5
Ano: 1995
Diretor: Michael Mann
Ator 1: Al Pacino
Ator 2: Robert de Niro
Oscar: Não concorreu.
Também se enquadra nas seguintes categorias: O principal é imbatível; Frases de efeito; Ação sem fôlego.
Comentário: Os deuses do cinema, incomodados com a qualidade destoante de “O poderoso chefão II”, lançaram uma maldição sobre a Terra: Nunca mais Robert de Niro e Al Pacino farão filmes decentes quando atuarem juntos! A trama “Fogo contra fogo” não foge à regra. Com um elenco promissor, recheado com Jon Voight, Natalie Portman, Ashley Judd, Tom Sizemore, Diane Verona e Val Kilmer (cara de bom ator, postura de ótimo ator, mas, sinceramente, fraquinho); o filme policial tinha tudo para dar certo, mas não dá. O tema é clichê: Um puta policial competente e viciado em trabalho (Al Pacino) deve perseguir o melhor ladrão de todos os tempos (De Niro). Apesar de o tema ser batido, sempre pode gerar uma obra divertida e recomendável, ainda mais com esses dois gigantes do cinema como protagonistas. Mas, infelizmente, ele não vinga. O começo é promissor, gera um clima de tensão, mostra uma fotografia competente e uma evolução envolvente. Mas, de uma hora pra outra, a qualidade do roteiro despenca. Em um primeiro momento, a genialidade e a competência dos dois rivais torna-se completamente forçada (Al Pacino descobre a existência de uma câmera de vigilância como se tivesse um radar, e utilizasse de uma superaudição nada plausível). Não bastando, os dois simplesmente decidem que se gostam (sem qualquer motivo bem desenvolvido pelo roteiro) e promovem um encontro em um barzinho pra um cafezinho apenas para um bate-papo, sem nenhum objetivo aparente ou benefício pra qualquer das partes (apenas para criar uma cena em que os dois pudessem atuar juntos). E, para coroar, as táticas sofisticadas e supercautelosas dos bandidos liderados por De Niro são simplesmente abandonadas e ele, de forma amadora, parte pra um roubo agressivo e maciço recheado de balas para todos os lados (repita-se, não é que o megaplano dele foi desmascarado e ele foi obrigado a trocar tiros com a polícia, ele simplesmente pensou: “Quer saber? Cansei! Todo mundo pega umas metralhadoras e vamos pela porta da frente!”). Enfim, a trama fica completamente sem estrutura, sendo agradável apenas para aqueles que não gostam de criticar muito os filmes de ação e simplesmente aceitam os acontecimentos. Em outros gêneros, algumas falhas no modo de agir dos personagens são perdoáveis, mas no gênero policial, geralmente tão clichê, este erro faz com que milhares de outros filmes semelhantes tornem-se melhor opção. Enfim, continuamos aguardando que De Niro e Al Pacino consigam se livrar da maldição e façam uma nova obra-prima antes que seja tarde (já que os dois já estão ficando bem velhinhos).