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Kill Bill – Volume 1

Nota: 8
Ano: 2003
Diretor: Quentin Tarantino
Ator 1: Uma Thurman
Ator 2: Lucy Liu
Oscar: Nenhuma indicação
Também se enquadra nas seguintes categorias: Vale pela trilha sonora; Frases de efeito; Desculpinhas para criar cenas de luta; Vendetta; Máfia; Manual de como virar uma psicopata; Persevere que tudo vai dar certo; Ação sem fôlego; O objetivo é chocar.
Comentário: Esse filme foi uma surpresa mundial. Ninguém esperava o sucesso e a qualidade que ele obteve, nem o próprio Tarantino! Ele mesmo disse que este filme era apenas uma brincadeira, uma pequena homenagem aos clássicos filmes de kung-fu que iluminaram a infância do grande prodígio Tarantino. Mas o diretor tem o dom de transformar qualquer roteiro maluco e ousado em uma potência do cinema e, por isso, o filme foi longe! E não é sem méritos, já que o filme é muito divertido! A fotografia genial, a trilha sonora viciante (quem nunca assobiou como a caolha do filme?) e todos os detalhes de produção (simplesmente impecável) tornam este filme um marco nos filmes de ação. Observem que o sangue esvoaçante, os close-ups, o cenário e outros fatores expõem que o diretor realmente se esforçou para fazer um filme trash (e não conseguiu, já que possui a qualidade de um filme de primeira linha). O roteiro (se você é um alien e ainda não viu o filme) não é linear e mostra a primeira parte (pois a história é dividida em dois filmes) da vingança de uma assassina profissional (Uma Thurman – Como alguém consegue ser tão caricata e estar bem no papel? Só a Uma consegue!) contra seus ex-colegas que tentaram matá-la em uma emboscada (Lucy Liu e cia). O objetivo final da protagonista é matar o seu ex-chefe e amante, Bill (daí o nome), e ela vai derrubar muito sangue no caminho. A cena final em que a Black Mamba (Uma) luta com toda a Yakuza juntos é uma dança tão bela e tão bem coreografada que comoveria os grandes bailarinos, se não fosse regada à sangue falso voando forçadamente por todos os lados. A diversão é tão garantida que a trama agradará até mesmo pessoas que não gostam deste tipo de filme (em que o sentimentalismo é nulo e a profundidade é rasa). É claro que devemos conter alguns exageros: colocar este filme como um dos melhores filmes do cinema é algo bem questionável. Admito que o filme seja viciante e divertido, mas nunca terá o alcance e o impacto de uma lenda do cinema, capaz de abalar os telespectadores ou de marcar vidas; já que, como o próprio diretor admite, é apenas um passatempo. Tanto assim que este filme certamente guardará uma parcela de telespectadores raivosos que, imunes aos sentimentos historicamente sanguinário do homem, conseguem perceber que a ótima diversão circense apenas se trata de uma grande baboseira... Mas que baboseira bem feita!