Juventude transviada
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Nota: 4
Ano: 1955
Diretor: Nicholas Ray
Ator 1: James Dean
Ator 2: Sal Mineo
Oscar: Recebeu três indicações.
Também se enquadra nas seguintes categorias: Escapista; Antropologia poética.
Comentário: Este é mais um daqueles filmes em que a minha opinião fica em “stand by”, podendo ser alterada radicalmente se alguém trouxer a luz que me mostrará a genialidade desta trama que tantos admiram. De fato, não consigo identificar o que fez este filme ser eternizado na história do cinema. Em verdade, o filme retrata uma geração de jovens infeliz, triste e desajustada no mundo (não sei se o objetivo é mostrar apenas um grupo específico que é infeliz ou toda uma geração de jovens com problemas niilistas). Mas qual o objetivo da infelicidade? Ninguém sabe... Na verdade ninguém sequer filosofa sobre isso no roteiro, havendo apenas sugestões do motivo aparente para tanto desgosto. Frise-se que, embora inicialmente o problema pareça rebeldia, vê-se que se trata de algo muito mais parecido com depressão. Isso significa que veremos grandes dilemas ou grandes conflitos entre as pessoas? Um conflito de gerações? Não, nada disso; o desenrolar do filme é simplesmente estranho. Totalmente contrário ao esperado, as relações entre os personagens se desenvolvem de forma extremamente superficial e não crível, sendo vista de forma apática pelo telespectador. Os “rebeldes” fazem lutinhas infantis com facas sem motivo aparente; uma jovem apaixonada (Natalie Wood) sequer se abala com a morte de seu namorado; um rapaz maluco (Sal Mineo) simplesmente idolatra outro que acaba de conhecer; e o idolatrado (James Dean), que finge não se afetar com nada em sua volta, revela-se extremamente abalado com algo que não é palpável para o público. A atuação, perdoem a minha ousadia, não é nada excepcional (embora Dean seja até hoje citado como ícone de interpretação por esta obra). Enfim, nada no filme é atraente e o roteiro é enfadonho e obscuro, parecendo que o autor simplesmente não sabia aonde queria chegar. Talvez eu seja incapaz de distinguir a sensibilidade do filme e seu mote. Então, afirmo apenas que, caso você também não consiga compreender os conflitos existenciais tênues e meramente sugeridos do roteiro, há um sério risco de você também concluir que o filme é chato e mal encadeado, sentindo uma leve mistura de desgosto com tempo perdido.
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