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Hardball – O jogo da vida


Nota: 7
Ano: 2001
Diretor: Brian Robbins
Ator 1: Keanu Reeves
Ator 2: DeWayne Warren
Oscar: Sem indicações.
Também se enquadra nas seguintes categorias: Mão na consciência, Esporte, Vale pela trilha sonora, Persevere que tudo vai dar certo.
Comentário: Existe uma “receita de filme” que possui uma parcela considerável de fãs fidelizados: Pegue um ator carismático e coloque-o como técnico de um time de fracassados para torná-los vencedores. Diversos filmes bons foram feitos com esta temática (Coach Carter, Pequeno grande time, etc.); em compensação, diversos filmes horríveis engrossam este conjunto cinematográfico. Imaginem um filme em que o técnico é o Keanu Reeves (com todo o seu “grande carisma” e sua qualidade “doce e tenra de atuação”) e que nenhum outro ator de qualidade participará da trama para ajudá-lo. Tudo indica que o filme será péssimo não? Mas não é que a obra lhe garante ótimos minutos de passatempo?! Primeiro de tudo, o filme só possui pano de fundo esportivo; provavelmente as pessoas que vão gostar mais do filme não possuem um mínimo interesse por baseball ou suas regras (e nem precisa). Na história, Reeves é obrigado a treinar um time de periferia de menores de 12 anos para um campeonato local para pagar suas dívidas de jogo, sem ter qualquer empatia pelos pequenos (Gerando muita confusão! Lembrou-se da sessão da tarde? Pois é, esse filme tem todos os requisitos para garantir o ingresso no seleto grupo de “A lagoa azul” & Cia.). O que dá qualidade ao filme, surpreendentemente, não é o roteiro em si, mas é a capacidade das crianças ali apresentadas de cativar o público. Os personagens mirins, apesar de nenhum destaque específico, possuem qualidades únicas, tênues e leves, que tornam cada um deles queridos pelo público, de modo que o desenvolvimento da relação entre técnico e time torna-se digno de sustentar o roteiro durante toda a trama. Provavelmente, a vulnerabilidade e o evidente abandono das crianças fazem com que cada telespectador deseje o reconhecimento e a valorização de cada um dos menores perante uma sociedade de descaso. Pensa que o tema é triste/ pesado? Nada! Tudo é simples nesse filme. O roteiro é simples, a atuação simplória, a fotografia é básica. Mas essa mistura toda resulta em um ótimo filme para ser visto em família. A trilha sonora, divertida e simpática, conta com um dos clássicos mais toscos do inesquecível Puff Daddy (baby!!). O filme, que dá ares de ser ruim, pode se tornar tão grata surpresa que, acredite se quiser, é provável que você se emocione com a atuação final de Keanu Reeves (Isso mesmo, o Murilo Benício americano, sem qualquer expressão de dor, tristeza ou sensibilidade, talvez faça você chorar). Claro que você não deve cometer o erro de assistir esse filme achando que ele arrancará aplausos; trata-se de diversãozinha leve, nada mais. Inexplicavelmente, é um dos filmes que mais gosto de assistir em uma tarde despretensiosa, quando, zappeando por canais, percebo que ele está novamente no ar.