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Nota: 5
Ano: 2007
Diretor: Lucía Puenzo
Ator 1: Ines Efron
Ator 2: Martin Piroyansky
Oscar: Não foi indicado.
Também se enquadra nas seguintes categorias: O mundo é uma merda; Escapista; Alternativo; O objetivo é chocar.
Comentário: Qualquer filme que contenha o Ricardo Darín em seu elenco já possui requisitos suficientes para ser recomendado para o amante o cinema. Todavia, tenho que admitir que este filme não é dos melhores do ator. O tema do filme é, em princípio, bem intrigante e o filme parece ter um potencial imenso: A protagonista (Ines Efron) é uma adolescente que foi criada por seus pais em local afastado e que possui hermafroditismo. A maioria das pessoas com esta variação genética são tratadas logo na infância para que um dos sexos prevaleça sobre o outro, contudo, os pais desta criança decidem que esta escolha caberá à própria criança. E é chegado o momento em que ela terá que decidir se quer ser homem ou mulher. Como é possível observar, a trama parece ser animal não? Um tema incomum com uma problemática impensável para a maioria da população e sem uma resposta imediata. Entretanto, este potencial todo não é aproveitado. O primeiro erro do roteiro está no fato de que a primeira metade do filme tenta fazer segredo sobre qual é o “problema” da protagonista, deixando apenas alguns indícios para que o telespectador vá descobrindo aos poucos o que se passa. Porém, qual o sentido de fazer isso se o título, todas as chamadas e todas as propagandas do filme deixam claro que a protagonista é hermafrodita? É um suspense que não se sustenta e se torna enfadonho. Além disso, a obra é daquela espécie introspectiva em que se fala menos do que se gostaria, deixando a interpretação tomar conta dos diálogos implícitos. Embora a atuação não seja ruim (tem o Darín rapaz!!), a falta de diálogo é excessiva, e não supre a carência do enredo, deixando a trama totalmente solta, sem clímax adequado ou sem muita força para cativar o público. Um filme que poderia ser genial, torna-se um martírio para aqueles que não apreciam filmes parados. É claro que aqueles que se interessam por filmes reflexivos com temas alternativos e inusitados irão apreciar a película, mas todos irão admitir que o filme poderia ser bem melhor do que é.
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