Todo mundo quase morto
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Nota: 7
Ano: 2004
Diretor: Edgar Wright
Ator 1: Simon Pegg
Ator 2: Kate Ashfield
Oscar: Sem indicações.
Também se enquadra nas seguintes categorias: Humor britânico; Vale pela trilha sonora; Zumbi.
Comentário: Sempre existiu um segmento particular da sociedade que amou filmes de zumbis. Enquanto uma parcela gigantesca de telespectadores execrou estes filmes, taxando-os de toscos, o restante fielmente se apaixonou de forma irracional pelos semi-mortos e não perde qualquer filme relacionado ao tema, mesmo que de má-qualidade. Todavia, com o sucesso da série “Walking Dead”, muito do preconceito com este tipo de filme foi deixado de lado, e os receosos de antes não só estão conseguindo assistir filmes de zumbis, mas, por muitas vezes, costumam até apreciá-los. Então por que não recomendar uma comédia com esta temática? Acredite se quiser, independentemente do gosto pelo tema de retorno dos mortos, esta comédia é altamente recomendável para qualquer um que queira rir um pouco. É o filme ideal para se assistir com um grupo de amigos tomando cerveja, já que a trama é simples (zumbis invadiram a terra, se virem sobreviventes) e as piadas são feitas com um timing dificilmente alcançado em filmes de humor. Simon Pegg aparentemente nasceu para esse papel! Dificilmente ele atuará em uma outra comédia com a mesma qualidade (ele já tentou e não conseguiu). Além disso, surpreendendo todo mundo, a fotografia do filme é bem agradável (mesmo sendo obviamente um filme de baixo orçamento), o que é quase impossível de se observar em obras do tema “besteirol”. Além das piadas já esperadas, com as tosquices de zumbis (apesar de óbvias são engraçadas, pois são muito bem feitas), é possível identificar diversas críticas acídas à nossa sociedade, todas apresentadas de forma tênue (como toda comédia leve deve ser), sem piadas de gosto duvidável ou que abusem da paciência do telespectador. Como exemplo, cito a parte em que o protagonista afasta um mendigo que lhe pede esmola e depois, quando retorna e este mendigo virou zumbi, ele o afasta da mesma forma, sem sequer perceber que ele deixou de ser um humano comum, já que o personagem principal é incapaz de sequer notar o ser humano que lhe pede esmolas (lamentavelmente fazemos isso frequentemente no dia a dia não?). Enfim, racionalizar mais este filme apenas o tornaria sem graça. É perfeitamente agradável para qualquer pessoa que procure uma boa comédia besteirol. É, junto com “Se beber não case” e o “Sentido da vida”, uma das minhas comédias favoritas.
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