Juno
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Nota: 7
Ano: 2007
Diretor: Jason Reitman
Ator 1: Ellen Page
Ator 2: Michael Cera
Oscar: Foi indicado para quatro Oscars e ganhou um
Também se enquadra nas seguintes categorias: Humor britânico; Romance com piadinhas; Vale pela trilha sonora; Alternativo.
Comentário: Juno é um dos filmes que eu classifico como filmes da geração da internet, os quais possuem um diálogo muito mais acelerado, com um excesso de informações esparsas, recheado de assuntos paralelos e com várias citações de atualidades que, por muitas vezes, os mais antigos não acompanham em sua completude. Este novo estilo de filme, também encontrado na obra “A rede social” e no seriado “Gilmore Girls”, é muitas vezes criticado, uma vez que costuma dar ares de superficialidade ao diálogo e de má interpretação de todo elenco (no Gilmore Girls com certeza).
Mas não identifico este problema neste filme (tanto que a protagonista até concorreu ao oscar de melhor atriz - não que isso signifique muito, já que o ano de 2007 não teve muitos filmes bons).
Em verdade, o filme é uma divertida história sobre gravidez na adolescência, rediscutindo a reação dos envolvidos no mundo contemporâneo (o pai da grávida, sempre “liberal e amigão”, tenta demonstrar preocupação sem se tornar rigoroso como seus pais foram; a madrasta alternativa tenta não se adequar ao papel clássico de madrasta; a menina grávida, moderna e sofisticada, tenta reagir com naturalidade em face de algo que o mundo nunca encarou como natural, embora seja; e o menino... bom... o menino que engravidou a protagonista continua sendo um parvo... como sempre foi e provavelmente sempre será, parece que nós homens somos incapazes de sermos maduros suficientes para encarar isso de forma positiva na adolescência).
Além deste tema, podemos ainda observar outros assuntos tensos, como o confronto pesadíssimo de um jovem casal sobre “ter ou não ter filhos” com o mundo de oportunidades a nossa frente; ou a opção da protagonista de entregar seu filho para adoção. Achou tudo muito pesado? Pois é, mas o filme dá uma tonalidade tão leve a todos os temas, com uma fotografia colorida, sacadas geniais, pitadas de humor e uma deliciosa trilha sonora (ficou na minha cabeça por semanas). Desta forma tudo é sugerido e retratado de forma tranquila, como um filme de sessão da tarde.
É sempre ótimo, em face das angústias do mundo, ver que tudo pode ser retratado de forma leve, inteligente e divertida. Mas aviso a todos: este é um filme da categoria "menininha"! É evidente que seu público principal se encontra no gênero feminino e seu enredo não é maduro suficiente para ser um filme que agrade qualquer mulher crescida! Portanto, mulheres: não esperem uma obra clássica, grandes taquicardias ou reflexões evidentes; homens: se você é do tipo que não tem paciência com filmes mais femininos, não assista! (e eu lamento, você perde oportunidade de desfrutar de obras ótimas!).
Em resumo, é simplesmente uma obra que encantará garotas de 13 a 18 anos e algumas mais velhas de espírito jovial, podendo agradar outros públicos que se disponham a sair de suas posições predispostas.
Por fim, devemos admitir: a atuação de Ellen Page (uma gracinha, cheia de potencial, vamos ver se ela se tornará uma grande atriz) é sensacional! Não consigo identificar ela de outra forma que não uma Mafalda crescida.
Mas não identifico este problema neste filme (tanto que a protagonista até concorreu ao oscar de melhor atriz - não que isso signifique muito, já que o ano de 2007 não teve muitos filmes bons).
Em verdade, o filme é uma divertida história sobre gravidez na adolescência, rediscutindo a reação dos envolvidos no mundo contemporâneo (o pai da grávida, sempre “liberal e amigão”, tenta demonstrar preocupação sem se tornar rigoroso como seus pais foram; a madrasta alternativa tenta não se adequar ao papel clássico de madrasta; a menina grávida, moderna e sofisticada, tenta reagir com naturalidade em face de algo que o mundo nunca encarou como natural, embora seja; e o menino... bom... o menino que engravidou a protagonista continua sendo um parvo... como sempre foi e provavelmente sempre será, parece que nós homens somos incapazes de sermos maduros suficientes para encarar isso de forma positiva na adolescência).
Além deste tema, podemos ainda observar outros assuntos tensos, como o confronto pesadíssimo de um jovem casal sobre “ter ou não ter filhos” com o mundo de oportunidades a nossa frente; ou a opção da protagonista de entregar seu filho para adoção. Achou tudo muito pesado? Pois é, mas o filme dá uma tonalidade tão leve a todos os temas, com uma fotografia colorida, sacadas geniais, pitadas de humor e uma deliciosa trilha sonora (ficou na minha cabeça por semanas). Desta forma tudo é sugerido e retratado de forma tranquila, como um filme de sessão da tarde.
É sempre ótimo, em face das angústias do mundo, ver que tudo pode ser retratado de forma leve, inteligente e divertida. Mas aviso a todos: este é um filme da categoria "menininha"! É evidente que seu público principal se encontra no gênero feminino e seu enredo não é maduro suficiente para ser um filme que agrade qualquer mulher crescida! Portanto, mulheres: não esperem uma obra clássica, grandes taquicardias ou reflexões evidentes; homens: se você é do tipo que não tem paciência com filmes mais femininos, não assista! (e eu lamento, você perde oportunidade de desfrutar de obras ótimas!).
Em resumo, é simplesmente uma obra que encantará garotas de 13 a 18 anos e algumas mais velhas de espírito jovial, podendo agradar outros públicos que se disponham a sair de suas posições predispostas.
Por fim, devemos admitir: a atuação de Ellen Page (uma gracinha, cheia de potencial, vamos ver se ela se tornará uma grande atriz) é sensacional! Não consigo identificar ela de outra forma que não uma Mafalda crescida.
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