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A história sem fim



Nota: 6
Ano: 1984
Diretor: Wolfgang Petersen
Ator 1: Barret Oliver
Ator 2: Noah Hathaway
Oscar: Não foi indicado.
Também se enquadra nas seguintes categorias: Sessão da tarde; O principal é imbatível; Escapista; Alternativo; Um dos protagonistas é um animal; Persevere que tudo vai dar certo.
Comentário: Este filme e sua continuação marcaram a infância da minha geração. Aposto que todos os amiguinhos da minha idade ou um pouco mais velhos lembram do cachorro gigante voador (que eu descobri ser um dragão), do índio e do gigante de pedra. Porém, é engraçado que todo mundo só viu esse filme com, no máximo, 7 anos e, por isso, quase ninguém sabe a história direito. Pior, todo mundo acha que o “História sem fim II” é o “História sem fim I”. Quer tirar a prova? Você lembra da cena do primeiro filme em que o loirinho protagonista sai voando no cachorro? Então, você está se confundindo! No filme 1, o Bastian (vulgo loirinho) não interage diretamente com os personagens, ele apenas lê um livro e se sente na pele do Atreyu (vulgo indiozinho). Apenas no segundo filme ele vai “entrar no livro” e participar diretamente da aventura. De qualquer forma, assistindo o filme agora adulto, foi possível efetivamente ter uma opinião sobre o filme. Surpresa! Não é que o tema é interessante? Mais ainda, guarda uma atualidade perturbadora! No filme, mostra-se que as crianças, com a diversão televisiva (hoje acrescida de vídeo-games e brinquedos tecnológicos), estão perdendo a capacidade de imaginar e sonhar, atividade antes tão cultivada pela leitura de livros infantis. Com isso, o mundo dos sonhos está acabando, sendo dominado e destruído pelo “Vazio”. A única esperança do mundo imaginário do livro é que seu leitor mude sua atitude e passe a acreditar em sua imaginação. Além disso, a aventura ajuda ainda a moldar o caráter do jovem protagonista, que enfrentará com renovada coragem os seus problemas da vida real (bullying e etc.). Resumo da ópera: O filme é muito simples, a atuação é infantil, e o avanço tecnológico dos cinemas deixa a trama bem menos legal. Parece que, para que ele seja agradável, a imaginação e a empolgação do telespectador devam estar afiadas e preparadas para se encantar com as cores e magias apresentadas. Portanto, este filme atinge em cheio seu público alvo: É perfeito para crianças de até 7 anos, péssimo para crianças acima dessa idade e uma ótima lembrança para marmanjos saudosistas. Ps. Quando pequeno, eu sempre acaba pegando no sono na frente da televisão, e realmente achava que o filme era longuíssimo, quase sem fim mesmo. Eis que adulto fico estarrecido quando vejo que o filme não tem nem duas horas.