Cães de aluguel
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Nota: 6
Ano: 1992
Diretor: Quentin Tarantino
Ator 1: Harvey Keitel
Ator 2: Tim Roth
Oscar: Não teve indicações.
Também se enquadra nas seguintes categorias: Alternativo, Manual de como virar um psicopata.
Comentário: Os filmes de Tarantino são peculiares, pois os diálogos, o roteiro e a violência seguem sempre um mesmo molde, que geralmente resulta em filmes adorado pelo público. Preciso admitir que me incluo no extenso rol de fãs do cineasta. De fato, ele segue a filosofia de que o cinema deve ser divertido, e, por isso, todos os filmes dele nada mais são do que pura diversão. São sempre recheados de conversas sobre as baboseiras do dia-a-dia (no maior estilo “seinfeld”) e quando você está super entretido na “viagem” que é o diálogo ele rapidamente supreende você com uma dose de ação ou violência que dá a tonalidade do filme. É estranho, mas a violência gratuita da forma retratada é a receita certa para a diversão irracional do homem; parece que somos naturalmente violentos mesmo. Bom, o filme em espécie retrata as consequências de uma tentativa de assalto de uma quadrilha. A cena do assalto não é inteiramente revelada e o telespectador vê apenas as discussões acerca dos erros que geraram a confusão e a possível existência de um traidor. Dois são os pontos mais interessantes do filme: (I) Como é engraçado ver que os criminosos mais psicopatas, sanguinários e sujos são os primeiros a se revoltarem quando são ofendidos ou depreciados pela desconfiança de seus parceiros; (II) Como as reações dos criminosos frente ao fracasso são exatamente iguais a de qualquer trabalhador em equipe, que diante do resultado negativo, já procura apontar os erros e falhas no cárater dos outros. O elenco é recheado de atores de potencial que nunca chegaram a ser protagonistas. O filme passa quase que inteiramente em um mesmo cenário, extremamente simples, mostrando que um bom filme não precisa de grandes orçamentos, investimento ou estrutura. Todavia, embora seja um filme de diversão garantida, não consigo entender o “status” de idolatria que este filme gera em muitas pessoas. A história é divertida, mas não passa disso. Embora a atuação de Keitel, Roth e Edward Bunker sejam muito boas, o filme não trás cenas ou situações que provoque uma aceleração no coração dos telespectadores. Não é, nem de perto, o melhor filme do gênio Tarantino. É ótimo, mas deve ser tratado como “filme pipoca”, não como “filme revolucionário”.
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