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As pontes de Madison


Nota: 9
Ano: 1995
Diretor: Clint Eastwood
Ator 1: Meryl Streep
Ator 2: Clint Eastwood
Oscar: Recebeu uma indicação
Também se encaixa na seguinte classificação: Traição conjugal; Antropologia poética.
Comentário: Mulheres: preparem-se para chorar litros. Trata-se de uma obra única. Não pense que este filme será aquele filme levezinho com romance, feito para namorados assistirem com o canto de olho enquanto se beijam. Este filme é sobre a reflexão que toda mulher de meia-idade deve fazer um dia de sua vida; o futuro inevitável de muitas meninas sonhadoras e o pesadelo de todo marido carinhoso que deseja realizar a felicidade de sua mulher. De fato, o filme começa com os típicos filhos enterrando a respectiva genitora. Digo típicos filhos porque normalmente os filhos não percebem a mãe como um ser humano comum, não valorizam a entrega que sua mãe precisou fazer, abrindo mão de muitos sonhos, para satisfazer os anseios de sua família. Portanto, é com descrença e revolta que os filhos recebem a notícia de que eles, motivos de felicidade, são também a sina de suas queridas mães. No caso, a ficha cai quando eles descobrem que sua mãe não quer ser enterrada com o pai, mas quer ser cremada e ter suas cinzas jogadas de uma ponte onde viveu um caso de amor com um amante. Este filme me perturbou muito, porque quero muito minimizar ao máximo esta sina feminina (se possível evitá-la), quero que minha mulher não abra mão de seus sonhos possíveis e que sua realização de vida seja externalizada, e não reprimida. Mas, convenhamos, não é tarefa fácil em face das vicissitudes da vida. O romance em si é simples, mas a atuação é tão intensa, Meryl está tão forte no papel, que não tem como não se emocionar, não tem como não se afetar. É o filme favorito da admirável Fernanda Aranda, mexeu com Carolina Frare Lameirinha, e provavelmente vai afetar você. “Deixei a minha vida para a família. Quero deixar a minha morte para Robert.”