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Blade Runner – O caçador de andróides




Nota: 5

Ano: 1982
Diretor: Ridley Scott
Ator 1: Harrison Ford
Ator 2: Rutger Hauer
Oscar: Teve duas indicações, sem ser premiado.
Também se enquadra nas seguintes categorias: O mundo é uma merda; Alternativo.
Comentário: Foi com esse filme que eu concluí que eu não costumo gostar de clássicos dos anos 80 (engraçado que adoro quase todo o resto desta década, inclusive música e penteados). Não que não haja exceções, como o “De volta para o futuro”, mas a maioria dos filmes deste período se mostra com roteiro muito pobre, efeitos especiais extremamente escandalosos (compreensível, já que é o embrião dos ótimos efeitos da década de 90), e, no geral, são superestimados pelo conceito do público e até por críticos de cinema. É desta forma, inclusive, que eu vejo Harrison Ford e sua filmografia, ambos extramemente elogiados, sem merecer (admito que ele não está mal em Star Wars, mas, convenhamos, só atuação água com açucar pra ele). Sobre o filme em espécie, é uma obra de ficção futurista que fala sobre andróides criados para trabalhar em outros planetas, mas que são proibidos de habitar livremente a terra, sendo que o protagonista tem a função de eliminá-los caso eles desobedeçam tais limites. O conflito explicitado no filme é que estes andróides são racionais, dotados de sentimentos e que encontram-se desesperados por terem consciência de que a vida útil dos andróides é curta, e eles estão se aproximando da morte. De pano de fundo, destaco a suposta alegoria do medo dos homens de serem substituídos pelas máquinas, típica do início da terceira revolução industrial e que até hoje somos vítimas. Parece aquele típico filme inspirado em uma obra literária de qualidade muito superior. De qualquer forma, o diálogo é pobre, a ação é dispensável, a atuação é fraca e o roteiro é tedioso. Acho que o aspecto cativador do filme, que resultou em tantos admiradores, é o seu visual dark (juro que não vejo nada que seja mais atraente que isso). Enfim, a qualidade da obra em geral é bem discutível. Um típico filme “b” alçado à status de clássico do cinema.