Harry Potter e a pedra filosofal
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Nota: 6
Ano: 2001
Ator
1: Daniel Radcliffe
Ator
2: Robbie Coltrane
Diretor:
Chris Columbus
Oscar:
Concorreu a 3 e não ganhou nenhum.
Se enquadra
nas seguintes categorias: Sessão
da tarde; O principal é imbatível; O quêêê????; Infantojuvenil; Escapista.
Comentário:
Os livros da série Harry Potter são, provavelmente, os melhores livros para o
público infantojuvenil já feitos e, não à toa, renderam 8 filmes de sucesso.
Desta forma, sendo raro encontrar livros desta qualidade para o público jovem,
recomendo seriamente que os pais apresentem primeiro as obras literárias à
prole para depois mostrarem os filmes feitos, tendo em vista que é uma ótima
forma de introduzir a leitura nos hábitos dos pequenos (aproveite e leia você
também estes livros, são sensacionais!).
Entretanto,
ler os livros antes de assistir os filmes tem um grande efeito negativo: O
impacto sobre a obra cinematográfica é bem menor, e é capaz de você mais
criticar a película do que elogiar, muito embora seja inquestionável que os
filmes são super bem feitinhos.
Não
se pode discordar que alguém que viu toda a riqueza de detalhes do livro sente
falta de alguns eventos no filme, simplesmente por uma paixão forte por cada página
lida. Contudo, é racionalmente compreensível concluir que o filme não poderia
ter 9 horas de duração (eu sei que você ilustre fã não se conforma com o fato
de não ter a descrição das aulas com o professor Flitwick, por exemplo, mas
convenhamos que elas são bem desnecessárias para a trama principal).
Mas
vamos focar no primeiro filme neste momento: Para você que ainda resistiu
arduamente a não ler ou ver os filmes, por achar que é visado para o público
infantil (tá bobeando), saiba que a primeira obra conta a história de Harry
Potter (Daniel Radcliffe), um menino que teve seus pais mortos por um bruxo (eu
sei que no começo o termo “bruxo parece tosco”...você vai se acostumando e
depois acha tudo muito legal) muito malvado chamado Voldemort (Ralph
Fiennes...puta ator!), que tocava o terror na terra. No entando, o Harry, ainda
um bebê, por algum motivo sobrevive ao ataque e, ainda por cima, faz com que Voldemort
seja derrotado. Instantaneamente, o bruxinho vira um ídolo mundial! Para fazer
com que ele evite tanta babação de ovo e para ser protegido de seguidores de
Voltemort sedentos por vingança, o sábio bruxo Dumbledore (Richard Harris no
primeiro filme e no segundo, depois ele morreu e foi substituído) o envia para
morar com seus tios, que não são magos e desconhecem o valor do menino. Eles
passam então 11 anos o maltratando, por medo de seus poderes escondidos, até
que então ele é convidado para ingressar na lendária escola de bruxos “Hogwards”.
Este filme, assim, conta o primeiro ano
de Harry na escola, que culminará em muitas aventuras e dará base a longa e
impressionante história narrada nos próximos filmes.
A
primeira coisa que se pede com o primeiro filme é paciência! Isso porque
naprimeira obra Harry e seus amigos ainda são criancinhas, de modo que
naturalmente a história possui um tom infantilizado, com interpretações
limitadas e com uma tendência a um roteiro meio bobinho. Prometo que a história
ficará cada vez mais interessante e terá o fim adulto e emocionante que você
espera. Até o fato de existirem bruxinhos, vassouras voadoras e magias se
tornará algo aceitável e prazeiroso para os adultos não muito fã desse tipo de
fantasia.
Realmente,
a grande limitação do primeiro filme é a interpretação dos pequenos (que não é ruim
para crianças de 12 anos, são super elogiáveis, mas sempre dão um tom pastelão
que tira um pouco o interesse do público mais adulto). Entretanto, a produção,
a trilha sonora e a fotografia são de um nível tão alto que o filme seria elogiável
mesmo que tivesse um roteiro ruim (e olha que seu roteiro é demais!).
Infelizmente,
como eu disse anteriormente, ler o livro tira um pouco do impacto da primeira
obra, de modo que não consegui me impressionar tanto com o filme a ponto de lhe
dar uma nota maior. Mas não se deve olvidar de que a trama evolui a cada filme,
e a qualidade geral (atuação, roteiro e produção) cresce a nível exponencial.
Perder a oportunidade de conhecer a saga de Harry Potter é algo genuinamente
trouxa! (não estou te xingando leitor, este é um termo usado por bruxos.....ah,
leia que você vai entender!).
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