Xeque-mate
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Nota: 7
Ano: 2006
Ator 1: Josh Hartnett
Ator 2: Bruce Willis
Diretor: Paul McGuigan
Oscar: Não concorreu.
Se enquadra nas seguintes
categorias: O quê?????; Vendetta; Máfia.
Comentário: Sabe aquele dia de
trabalho duro, em que você chega em casa com dor de cabeça e não vê a hora de não
pensar em nada vendo um filminho divertido? Então “Xeque-mate” é a melhor
indicação! O filme é leve, com piadinhas divertidas e envolve temas que atraem
o espectador: Um pouco de tiroteio, um pouco de romance, um pouco de humor,
tudo misturado em uma história muito bem concatenada.
Todavia, toda esta expectativa
por um filme água-com-açucar (plenamente atingida) é premiada ainda com uma
grata surpresa. De fato, embora o filme seja leve e divertido, ao ser analisado
posteriormente, as pessoas chegarão a uma conclusão quase paradoxal: “Não é que
o filme é muito bom??!!” De fato, o filme disfarça em suas leviandades e
diálogos engraçadinhos um puta roteiro, digno de aplausos até de grandes
críticos! As reviravoltas, a profundidade da personalidade de cada personagem e
toda uma série de complementos eficazes fazem que o filme supere o gênero de
qualidade que se dispôs a retratar. Não bastando, a película é recheada de
artistas renomados e competentes (listados dos melhores para os piores: Morgan
Freeman, Bruce Willis, Ben Kingsley, Stanley Tucci, Lucy Lyu e Josh Hartnett).
Em verdade, meu único pesar com a
obra é que penso que este ótimo roteiro foi desperdiçado na tentativa de se
fazer um filme leve e divertido. A trama é de tamanha qualidade que, caso fosse
retratada em um filme mais sério, com cenas dramáticas, fotografia mais
artística e com um tom de suspense mais aguçado, provavelmente o filme poderia
alcançar um sucesso cinematográfico muito maior, ganhando prêmios e alcançando
o status de obra lendária.
A história conta a aventura do
aparente azarado Slevin (Josh Hartnett), que é confundido com um amigo seu que
deve dinheiro para mafiosos quando vai visitá-lo. Em primeiro momento, ele é
coagido por um dos chefes mafiosos (Morgan Freeman) a matar o filho de seu antigo sócio e
hoje rival, o mafioso Rabino (Ben Kingsley) para quitar sua dívida. Depois, ele
é capturado pelo Rabino e assume o compromisso perante este de matar seu
antigo sócio. Qualquer que seja a conduta do protagonista, as consequências não
parecem ser boas.
Por incrível que pareça, a única
atuação que desaprovo no filme é a de Morgan Freeman. Sei que parece impossível,
mas acho que ele não está bem no papel. Talvez pelo tom de brincadeira no
filme, não parece em nenhum momento que esta lenda do cinema queria estar
atuando na obra. Acho sua interpretação apagada e superficial, de modo que seu
personagem é um dos mais desinteressantes (e todo mundo espera que Freeman seja
O cara do filme).
De qualquer modo, é difícil
encontrar um filme leve de ação, adequado para toda a família e que possua uma
qualidade tão grande no roteiro como esta grata surpresa do diretor Paul McGuigan. Recomendo!
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