X-Men 2
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Ano: 2003
Ator 1: Hugh Jackman
Ator 2: Famke Janssen
Diretor: Bryan Singer
Oscar: Não concorreu
Também se enquadra nas seguintes categorias: Mão na consciência; Frases de efeito; Desculpinhas para criar cenas de luta; Origem em videogames/quadrinhos; Vendetta; Manual de como virar um psicopata; Ação sem fôlego.
Comentário: A continuação de X-Men consegue ser melhor do que o filme original (já postado por mim anteriormente. Conforme é possível observar clicando aqui ).
De fato, algumas arestas são aparadas para o segundo, deixando alguns personagens não muito carismáticos que ganharam destaque no primeiro em segundo plano (o roteiro apela para a caracterização de Wolverine como “o cara imbatível que resolve tudo”, aprovada por grande parte dos fãs, mas que eu particularmente não gosto, já que prefiro a divisão dos holofotes com os demais heróis). Elogiável, ainda, a participação do Noturno, que ficou caracterizado de forma mais interessante do que a dos próprios quadrinhos (pena que ele não participa do terceiro filme).
Nesta obra, é retratado o movimento de um humano, Willian Stryker (Brian Cox), que, por odiar os mutantes, começa um plano para eliminação de todos aqueles que possuem o gene-X. Striker é ainda o responsável pelo implante de adamantium nos ossos de Wolverine (Hugh Jackman) e, por isso, o passado do protagonista vem à tona. A trama ainda mostra o ressurgimento de Magneto e seus acólitos.
Este filme é melhor pelo fato de que a apresentação da maioria dos personagens já aconteceu na obra anterior, de modo que há espaço para trabalhar muito mais os problemas de relacionamentos entre eles, tornando os eventos muito mais dramáticos e passíveis de cativar o público.
Ademais, há uma sensível melhora nas cenas de lutas e nos efeitos especiais (provavelmente pelo melhor orçamento oriundo do sucesso do primeiro filme), pondo fim ao uso quase mecânico dos poderes de ciclope, o limitado uso do assustador arsenal de tempestade e sendo possível usar e abusar do poder de cura de Wolverine.
Todavia, deve-se criticar o fato de não existir um grande vilão na obra. A escolha de Stryker não me parece muito feliz, já que é um personagem limitado, sem poderes, o que impossibilita que o clímax do filme seja a luta entre protagonista e antagonista. Insta ressaltar que a caracterização de Lady Letal na história é tosca: Pegaram uma personagem superinteressante, que poderia dar uma ótima valorizada na trama, e transformaram-na em um fantoche robotizado.
Deve-se, contudo, admitir, que há muitas cenas memoráveis no filme (como a libertação da rebeldia de Pyro; a luta de Wolverine na mansão X; e a sensacional luta de Noturno para chegar ao presidente dos EUA), de modo que há mais pontos positivos do que negativos no contexto geral, especialmente para os amantes das cenas de ação.
A película não atrairá o público que já não gostou do primeiro, não sendo filme para aqueles que não são atraídos pelo tema de super-heróis. Mas, para aqueles que gostam, o filme é um prato cheio! Sendo capaz de satisfazer as mais altas expectativas sobre a continuação da primeira obra.
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