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Os doze macacos




Nota: 5
Ano: 1995
Ator 1: Bruce Willis
Ator 2: Brad Pitt
Diretor: Terry Gilliam
Oscar: Duas indicações, sem nenhum prêmio.
Também se enquadra nas seguintes categorias: O mundo é uma merda; Mão na consciência; O quê????
Comentário: Minha nota pra este filme é polêmica e sei que muitas pessoas realmente adoram esta obra e atribuiriam a ela um mérito muito maior. Pra falar a verdade, eu mesmo tinha uma vaga lembrança de que o filme era bom, já que o tinha assistido quando criança. Porém, quando assisti novamente nos últimos tempos, apesar de ainda gostar da ideia geral, fiquei decepcionado com muitos elementos da obra.
O filme começa em um futuro apocalíptico de 2035, em que um vírus devastou 90% da população e condenou o restante a uma vida em um mundo debilitado (não ficam muito claros quais são efetivamente os problemas desse novo mundo, os fatos são obscuros e tudo é simplesmente jogado para os telespectadores). Em uma tentativa de evitar este mundo apocalíptico, um grupo de senhores (líderes da terra? Sábios cientistas? Sei lá...) escolhe James Cole (Bruce Willis) para retornar no tempo e impedir a proliferação do vírus devastador.
São poucas as informações que se sabem sobre como este vírus infectou a população, mas é sabido que ele foi originalmente espalhado pela sociedade por um grupo rebelde chamado “Os 12 macacos”, liderado por Jeffrey Goines (Brad Pitt).
Todavia, na tentativa de alertar a todos, Cole é taxado como louco e enviado para um manicômio aos cuidados de uma psiquiatra (Madeleine Stowe). E começa a correria para tentar salvar o mundo.
O filme possui alguns pontos positivos: É uma das melhores interpretações de Brad Pitt (só perde para “Clube da luta”, em minha opinião), que consegue fazer um dos melhores lunáticos já interpretados no cinema. Bruce Willis faz bem o seu papel (especialmente no período que seu personagem está sob o efeito de remédios pesados) e a ideia original do filme é realmente interessante.
Ademais, é interessantíssima a visão dada à loucura pela obra. O que faz das pessoas loucas? Qual o conceito de realidade que deve ser admitido como dentro da normalidade? Em uma época onde a maioria reconhece a necessidade do psicanalista para uma vida mentalmente saudável, é muito positiva a reflexão da psiquiatra no filme sobre qual seria o papel destes profissionais no mundo moderno. A personagem afirma que os psiquiatras são os novos deuses, porque tem o poder de julgar quais condutas são certas e erradas, e quais são os novos padrões de comportamento a serem seguidos (todavia, ela fala isso como algo negativo, deixando a entender que seu poder não deveria ser deste tamanho).
Mas há buracos no filme que realmente prejudicam o conjunto da obra! O enredo já é naturalmente intrincado, pelas voltas no tempo, mas ele é apresentado de forma confusa, sem detalhamento sobre eventos importantes, de forma que tudo fica jogado para o telespectador. Na tentativa de se fazer o velho modelo de filme em que se deixa o telespectador no escuro para revelar uma bela verdade, o filme se torna forçado, não cativando grande parcela do público. Além disso, todas as complicações do protagonista se devem a uma inexplicável inabilidade deste e de seus colegas em se comunicar, isto é, se o protagonista (que é retratado com uma memória incomum) tivesse uma boa conversa na primeira oportunidade que aparecesse ou se todas as provas da veracidade da versão do protagonista fossem evidenciadas imediatamente (por acaso ele não se lembrava?), diversos problemas do filme seriam evitados, o que torna o roteiro bem forçado.
Além disso, o mistério criado inicialmente somado a todos os indícios de que havia algo importante não revelado gera no público uma grande expectativa de um final impactante. Contudo, achei o fim extremamente previsível e já completamente revelado pelos elementos apresentados ao longo do filme, o que diminui, e muito, a qualidade final da obra, na minha concepção. Há apenas uma real surpresa no filme referente ao personagem de Brad Pitt que é realmente divertida.
Por fim, a fotografia e o cenário são ousados e diferentes, mas acho que esta ousadia não teve o êxito esperado pelos produtores. De fato, o aspecto sombrio e bizarro da peça não torna o filme mais interessante, ao contrário, torna o filme ainda menos convidativo.
Concluindo, é um filme legal, com alguns pontos fortes, mas mediano no conceito geral (o que levaria a uma nota 6), que, somado  às críticas apontadas, resultaram na minha nota 5.