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Narc


Nota: 7
Ano: 2002
Diretor: Joe Carnahan
Ator 1: Jason Patric
Ator 2: Ray Liotta
Oscar: Não recebeu indicações
Também se encaixa na seguinte classificação: O mundo é uma merda; Vendetta.
Comentário: É um filme nervoso, tenso. As cores e a fotografia do filme já indicam de plano que o tema será o “noir moderno”, isto é, aquele ambiente de sombriedade e pessimismo nervoso, preenchido por homens amargurados e perigosos. Para tanto, os protagonistas deste filme são perfeitos para o tema. Jason Patric e Ray Liotta são perfeitos para o papel de pessoas explosivas e duronas (principalmente Ray). O tema inicial é a típica fórmula policial: investigação de um assassinato por uma nova parceira de tiras com perfis antagônicos. Todavia, com o desenrolar do enredo (que basicamente se passa em 2 cenários principais: rua e um casarão) o questionamento de “o que é certo e o que é errado”, “quem é criminoso e quem não é” faz todo telespectador questionar o que faríamos diferente e como agiríamos em situações extremas como esta (a vida de policiais na linha de frente não é nada fácil). Portanto, apesar da fórmula batida, gosto da situação final em que você fica com a impressão de que não é possível ser policial sem se envolver em decisões criminalmente duvidosas (mesmo por policiais honestos que buscam o justo), mas também não é possível ser um bom policial sem condenar este tipo de conduta. Apenas comigo explicando não fica tão claro, mas assistindo o filme dá pra ver que se trata de um intrigante paradoxo. O filme é tenso, as atuações são elogiáveis e o enredo te prende até o fim. Não é um ícone do cinema, mas atende sua proposta e configura um ótimo passatempo.