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E o vento levou


Nota: 7
Ano: 1939
Diretor: Victor Fleming
Ator 1: Vivien Leigh
Ator 2: Clark Gable
Oscar: Ganhou 10 prêmios, sendo indicado em 15.
Também se enquadra nas seguintes categorias: Relacionado à história; Persevere que tudo vai dar certo; Antropologia poética; Romance com piadinhas.
Comentário: É simplesmente impressionante que este filme tenha sido feito na década de 30. O figurino é ótimo, os cenários são muuuito avançados para a época e os personagens principais não são idealizados e românticos como a grande maioria desta modalidade de filmes. Aliás, não são nada perfeitos. Vivien é egoísta, teimosa e mimada, enquanto Clark é um canastrão arrogante. Agora, toda mulher (feminista ou não) deve valorizar e admirar a trajetória de Scarlett (personagem de Vivien). Afinal, é uma mulher criada para ser mais uma das fúteis madames que serão tratadas como animais de estimação pelos homens, mas que, diante da fome e dos terrores daquele período, cresce perante os homens desesperançados e toma as rédeas para criar, alimentar e cuidar de sua família e de quem mais ela conseguir amparar (Tudo isso, sem nunca perder sua feminilidade e doçura). Como bem disse minha namorada, Carolina (linda), é uma atuação de teatro em um cinema, com trejeitos e reações bem destacados (o que não agrada muitos dos telespectadores acostumados com os filmes atuais), mas que não deixa de garantir um ingrediente ainda maior ao charme do filme. Se você não gosta de filmes antigos, este filme provavelmente não te agradará, pois os padrões tradicionais do modus operandi dos filmes daquela época continuam fortemente presentes. E, ainda, o filme é muuuuito longo, desnecessariamente, o que também tira um pouco do brilho geral da obra. Alguns críticos afirmam que este é o melhor filme de todos os tempos, eu discordo, mas tenho que concordar que este filme mereceu permanecer por tantas décadas entre os 10 melhores. Ahh, a fala “Oh! Ashley” ficará na sua cabeça por dias!