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A última cartada



Nota: 5
Ano: 2007
Ator 1: Ryan Reynolds
Ator 2: Jeremy Piven
Diretor: Joe Carnahan
Oscar: Não concorreu
Também se enquadra nas seguintes categorias: O quê????; Desculpinhas para criar cenas de luta; Máfia; Manual de como virar um psicopata; Policial.
Comentário: Existem diversos filmes que podem ser resumidos da seguinte forma: São grandes brincadeiras combinadas entre os atores! Isto é, você vê um elenco recheado, a ponto de alguns astros atuarem quase como figurantes, gerando uma expectativa no telespectador de que o filme será épico, mas, no final, o filme é bem água com açúcar, mero passatempo. Os próprios atores não tinham pretensão nenhuma de fazer um filme impactante, sendo evidente que o intuito dos atores foi apenas se divertir e rever velhos amigos. O maior exemplo desta categoria de filme é “Onze homens e um segredo” e suas respectivas continuações.
“A última cartada” é outro filme que se encaixa neste perfil, embora o elenco deste filme seja inferior aos demais filmes desse gênero. De fato, não há superestrelas neste filme, mas uma série de ótimos coadjuvantes se junta ao Ben Affleck e ao Andy Garcia para esta divertida brincadeira.
O filme tem um ótimo começo! Narra a história de um bandido de carreira (Jeremy Piven) que, pretendendo delatar a atuação criminosa de uma gangue, tem sua cabeça colocada a prêmio, de modo que os maiores mercenários de todos os tempos tentarão matá-lo nas próximas horas.
A primeira meia hora do filme narra de forma cativante o rol de bandidos renomados (e atores famosos) que tentarão receber a recompensa. A expectativa gerada é naturalmente grande, e o filme prende a atenção.
No meio desse fuzuê temos dois policiais do FBI (Ryan Reynolds e Ray Liotta) que sofrerão no meio da zona de guerra que se armará entre os bandidos.
Apesar de o filme criar uma expectativa interessante, o roteiro desanda e os “grandes mercenários” se mostram, em geral, amadores em suas táticas (muita arma e pouca cabeça). No meio da troca de tiros, o roteirista esquece-se de desenvolver as personalidades bem apresentadas inicialmente pela trama ou até mesmo de criar um clímax satisfatório. 
É evidente que, com um elenco tão grande, seria impossível desenvolver adequadamente todos os personagens, mas o roteirista conseguiu abandonar todos! O roteiro é uma tentativa pífia de tornar todos importantes (o diretor fica caçando borboletas o tempo todo). Resultado: O telespectador não se identifica com ninguém, não torce por ninguém (no máximo simpatiza) e o filme acaba virando um grande vazio.
Por sua leveza e pelo elenco elogiável, o filme ainda consegue arrancar alguns aplausos da população, conseguindo até uma péssima continuação que não deveria ter sido filmada. Portanto, é um bom passatempo para aqueles com baixas expectativas e sem vontade de ver filmes profundos, mas não é um filme relevante para a história do cinema, e não merece recomendações.