Quero ser grande
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Nota: 6
Ano: 1988
Diretor: Penny Marshall
Ator 1: Tom Hanks
Ator 2: Elizabeth Perkins
Oscar: Recebeu duas indicações
Também se encaixa na seguinte classificação: Infantojuvenil; Escapista.
Comentário: O filme carrega na base a eterna insatisfação humana com o próprio ser. Gordos desejam serem magros, cabelos encaracolados querem virar lisos, peles claras querem a cor do verão e etc. No caso específico, o filme versa sobre a mais freqüente ocorrência (todas as pessoas, em algum momento, sofrem com isso): a idade. Quem nunca foi uma criança desejando virar adulta? O desenrolar do filme mostra que, para ser bem-sucedido no mundo adulto, não necessariamente precisamos ser sérios e taciturnos; que o bom-humor, a simplicidade e o desejo de se divertir são admirados e necessários no mercado de trabalho. Todavia, entendo que o mote está inverso ao fim alcançado. Ele tenta mostrar uma criança querendo ser adulta, mas o tema é tão leve, os problemas são tão infantis, que o público atingido não é a criança que quer virar adulto, mas, ao contrário, diverte e atrai o adulto que quer virar criança (da mesma forma acontece com a versão feminina deste filme, chamada “De repente 30”). Tom Hanks tem uma atuação convincente (como sempre) na pele de uma criança no corpo de um adulto (com vários indícios de seu futuro personagem Forrest Gump). A cena do teclado no chão é especial, não pelo protagonista, mas pela imagem da juventude do chefe de Hanks (o melhor ator do filme, em minha opinião). Enfim o filme é simples, leve, “bobinho”. O típico filme nota 6.
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