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Ou tudo ou nada




Nota: 7

Ano: 1997
Diretor: Peter Cattaneo
Ator 1: Robert Carlyle
Ator 2: Mark Addy
Oscar: Indicado para 4 premiações, faturando uma estatueta.
Também se enquadra nas seguintes categorias: Sessão da tarde; Humor britânico; Vale pela trilha sonora; Relacionado à história; Escapista; Persevere que tudo vai dar certo.
Comentário: É sempre engraçado analisar as diferenças entre homens e mulheres no dia a dia; e o conflito decorrente destas diferenças sempre rendem bons filmes. No caso, o tema inusitado é: Strip-tease. Enquanto a grande maioria dos homens enxerga uma mulher se despindo e dançando como uma das coisas mais eróticas do mundo, a mulher vê o strip-tease masculino como uma fonte de risadas sem fim. É verdade! Pegue um grupo de homens que está indo a um clube ver uma mulher ficar pelada; a tensão sexual é visível. Agora, pegue um grupo de mulheres, elas parecem que estão indo a um cinema assistir um filme de comédia. Esqueçam as fantasias sexuais e etc, elas torcem mesmo pro homem estar com uma fantasia tosca, pra ele ser péssimo na dança, pra ele tropeçar e dar tudo errado, gritam “lindo!”, “gostoso!” e etc. em um tom mais jocoso impossível, enfim, é uma farra. Então, porque não fazer um filme sobre o tema? A idéia, por si só, é genial, mas é ainda incrementada por um pano de fundo muito bacana. Os homens, por natureza, são inseguros com seus corpos, disputam de forma tosca quem entre eles é o mais bem sucedido na carreira e a todo momento procuram impressionar mulheres. Nós, do sexo masculino, somos incapazes de perceber que a confiança, o carinho, a atenção e a bondade são os reais atrativos a serem preservados (a disputa de beleza e etc. as mulheres guardam pra disputar entre elas mesmas). Então imagine como fica este já inseguro homem comum quando ele se vê compelido a tirar a roupa perante mulheres se divertindo? É uma combinação explosiva. Não bastasse, os homens retratados nos filmes são ingleses recém-desempregados pela terceira revolução industrial, sem qualquer expectativa de encontrar uma nova carreira sucedida (adicione mais cinco doses de insegurança). O amadurecimento destes homens por meio de algo tosquíssimo como o strip-tease e a leve narrativa que apresenta a compreensão do mundo feminino aos homens torna este filme numa leve comédia recomendável para qualquer um esfriar a cabeça e se divertir (pra um casal de namorados, é uma ótima alternativa a comédias românticas entediantes). Mark Addy revela a sua sempre capacidade de fazer bons papéis em comédias leves e Robert Carlyle atua na única espécie de papel que lhe cabe, o pseudo-malandro que na verdade é um cachorrinho sem dono. Com pérolas na trilha sonora como “Sexything”, eis um filme que irá, definitivamente, melhorar o seu humor (I believe in miracleees...).