Soldado anônimo
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Nota: 7
Ano: 2005
Diretor: Sam Mendes
Ator 1: Jake Gyllenhaal
Ator 2: Jamie Foxx
Oscar: Sem indicações.
Também se enquadra nas seguintes categorias: O mundo é uma merda; Mão na consciência; Vale pela trilha sonora; Relacionado à história; Frases de efeito.
Comentário: Sempre aprovo filmes inovadores de guerra. Contudo, admito que não é fácil inovar em um campo tão explorado do cinema sem deixar de atrair o público que curte este tipo de filme e, ainda, mantendo relativa qualidade. A proposta deste filme, além de inovadora, é muito mais verossímil e adequada para retratar um combate contemporâneo. Esqueça aquela fantasia de milhares de batalhas na qual o protagonista mata 500 mil soldados. Com mais realismo, este filme mostra o dia-a-dia dos soldados, que quase nunca caem no meio de uma batalha campal, mas apenas testemunham as conseqüências da guerra, sem qualquer participação relevante no embate. Quando eles finalmente participam de uma batalha, tudo acontece muito rápido e os Rambos-wannabes nem conseguem fazer ou identificar nada, já que o conflito é totalmente diferente dos treinos. Em alguns momentos, chega a ficar cômica a situação dos jovens violentos que não conseguem dar vazão a esta agressividade com os tiroteios que tanto sonhavam. Esta frustração é agravada pelo fato de que, mesmo sem confrontos, o medo da morte não diminui. A narração é divertida e o protagonista, Jake (subestimado por muitos, mas ótimo ator), consegue reproduzir de forma fiel o sarcasmo e a frustração de um soldado que não realiza seus sonhos violentos no campo. Não deixa de ser interessante observar o pano de fundo do destroçado Iraque invadido. Enfim, se não é um paradigma para todos os filmes de guerra, é, pelo menos, um filme mais realista e completamente único no cenário do cinema bélico.
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