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O último imperador




Nota: 6

Ano: 1987
Diretor: Bernardo Bertolucci
Ator 1: John Lone
Ator 2: Peter O’Toole
Oscar: Concorreu a nove estatuetas e levou todas.
Também se enquadra nas seguintes categorias: Relacionado à história; Escapista; Critica à religião
Comentário: O filme conta a história de Pu Yi, o último imperador chinês a habitar a cidade proibida, que assumiu seu trono quando ainda bebê. Lendo esta primeira frase e sabendo que o filme é baseado em fatos reais com detalhes específicos da vida deste imperador, com pano de fundo a revolução chinesa, parece, em primeiro momento, um prato cheio digno de todos os oscars recebidos. Mas, o filme não chega nem aos pés de seu potencial. De fato, a ambientalização é perfeita, e a vida e os costumes de um imperador são interessantíssimos, mas os pontos positivos acabam aí. Nenhum dos conflitos existentes na vida do imperador são dignos de nota neste filme. O abandono de sua mãe no início é tratado de forma superficial, o conflito com seu irmão pela troca da relação de amizade antes do império e o afastamento pela divindade é superficial. A queda de seu império e a revolução que o despeja da cidade proibida é superficial. Acredite se quiser, a relação mais aprofundada no filme é entre o imperador e o seu tutor inglês (ou seria americano?) que mostra algumas das pequenas diferenças culturais entre oriente e ocidente e o fascínio do imperador com o mundo ocidental. Fora isso, os personagens não apresentam grande profundidade e o filme, de grande duração, cansa o telespectador. Realmente, os cenários e tradições da época são fascinantes e dignos de garantirem um filme com mais pontos positivos do que negativos, mas não passa disso. Concluo, sem dúvidas, que nove estatuetas foi um grande exagero.