Exibir Cartazes

A procura da felicidade




Nota: 8

Ano: 2006
Diretor: Gabriele Muccino
Ator 1: Will Smith
Ator 2: Jaden Smith
Oscar: Concorreu a 1 prêmio.
Também se encaixa na classificação: Persevere que tudo vai dar certo.
Comentário: Um filme mágico, que consegue misturar a garantida diversão esperada em um filme e a mais famosa lição de vida que insistimos em ouvir, mas não conseguimos adotar para a nossa rotina: Persevere. De fato, qualquer sentimento de realização, felicidade e paz depende infinitamente da nossa teimosia em buscarmos tudo o que é certo. Temos que dar sorte na vida, e sorte nada mais é do que a mistura de oportunidade com preparo.
O roteiro conta a história real de um jovem trabalhador (Will Smith) que suportou as maiores dificuldades da vida e superou-as com perseverança e sem nunca perder o amor por seu filho (Jaden Smith), a maior vítima de seu insucesso.
É o filme mais maduro de Will Smith. Acho que muitas pessoas se surpreenderam com a interpretação sóbria do ator neste filme. A cena em que ele define o que é felicidade é sublime, em um nível que poucos atores conseguirão alcançar. Se já considerava o Will Smith um grande ator, este filme o alçou a outro patamar. É o típico roteiro em que o ator principal atua também como narrador, o que é extremamente positivo para esta espécie de película em que o mais importante no roteiro é o que se passa no interior do personagem e não a mera ocorrência dos fatos. Ideal para assistir com familiares em uma tarde de domingo. Jaden, filho de Will também na vida real, surpreende a todos pelo seu carisma e seu bom potencial. A química entre familiares em um set não é comum de acontecer, mas ocorre na presente trama.
Enfim, todos os elementos da trama, inclusive fotografia e trilha sonora, revelam-se uma grande inspiração para a população, tornando o filme um grande instrumento de auto-ajuda. Mas se engana quem pensa que o filme vira enfadonho, ele é tão inspirador que mesmo o mais descrente deste tipo de estímulo poderá se tornar alguém diferente ao final da peça.
O filme, portanto, é a mescla ideal dos elementos de amor paternal de "A vida é bela" com o melhor livro sobre como ter sucesso na vida profissional, acrescentando uma pitada de interpretação lendária atribuída ao Fresh Prince de Bel Air.